Araçatuba

Opinião da Folha: Violência em queda

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo Folha
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O Interior do Estado de São Paulo terminou o mês de novembro com redução no número de casos e de vítimas de homicídios dolosos e latrocínios, bem como em todas as modalidades de furtos, na comparação com o mesmo mês de 2018. Os roubos em geral, de carga e de veículo também apresentaram queda no período. A quantidade de armas ilegais apreendidas cresceu, de acordo com os indicadores divulgados pela Secretaria da Segurança Pública nesta sexta-feira (20). O quadro positivo da segurança pública é válido também para a região de Araçatuba.

A maior parte do Estado de São Paulo apresenta índices de criminalidade compatíveis com os verificados em países mais adiantados do mundo. Claro que o ideal seria o índice zero em relação a todos os tipos de crime, mas isso é utópico no contexto atual da civilização.

Então, o esforço é no sentido de se reduzir ao máximo a ocorrência dos crimes, e isso é uma meta que vem sendo alcançada pelo governo do Estado e o policiamento desde que um programa nessa direção foi desencadeado há duas décadas e reforçado nas gestões dos sucessivos governos estaduais. Os bons números hoje exibidos são fruto dos investimentos em recursos humanos e tecnologia durante todo o esse período e dos ajustes e inovações que se seguiram.

As ocorrências policiais muitas vezes repercutem negativamente na sociedade quando são divulgadas com detalhes e imagens ao vivo, como no caso de sequestros, latrocínios, homicídios, passionais ou não, estouros de caixas eletrônicos e assaltos espetaculares. Obviamente são notícia na imprensa, e as cenas correm nas redes sociais com os comentários mais diversos.

A manifestação de opinião é um direito do cidadão, e para isso a liberdade de expressão é uma prerrogativa constitucional. E cada um enxerga os fatos sob a ótica da sua estrutura intelectual e psicológica. É clássico o exemplo do copo com 50% de água. Alguns veem o líquido disponível, outros priorizam destacar a metade que falta. A ótica é diferente, mas todos têm razão.

Da mesma forma são analisados os fatos gerais da vida quando divulgados amplamente. Há quem consiga ver o lado positivo das tragédias ao tirar lições para a prevenção e até mesmo por despertar o sentido de solidariedade entre as pessoas, muitas vezes envolvendo até povos diferentes. Outros apenas lamentam e criticam.

É ainda muito comum que em nos casos de violência uma parte da população fique assustada e isso gere o aumento da sensação de insegurança. Daí os comentários que se transformam em refrões populares como “o mundo está mais perigoso” ou “já não dá para dormir de janela aberta”, entre outros.

A informação é um bem essencial da vida numa comunidade. Sem dados confiáveis comparativos, é impossível avaliar as tendências e tomar decisões pessoais e coletivas. Daí a importância da análise criteriosa dos dados disponíveis pelos órgãos especializados e a correta interpretação pela sociedade.

Assim agindo, é possível atuar para prevenir novas situações de violência, e com isso baixar ainda mais os índices.

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