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“A economia verde é a economia do futuro”

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

O mundo ainda está “perdendo a corrida climática”. Foi que assim que o secretário-geral das Nações Unidas deu início ao seu discurso em evento com foco na ação climática e empregos, que aconteceu na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, COP 25, na quinta-feira (12).

A COP 25, realizada em Madri, é a Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança Climática, UNFCCC.

Na conferência, António Guterres lembrou que no ritmo atual, o mundo pode esperar um aquecimento entre 3ºC e 4ºC até o final do século, mas que é possível “escolher outro caminho.”

Impactos

De acordo com Guterres, essa tragetória também envolve empregos, saúde, educação, oportunidades e o futuro das pessoas.

O secretário-geral destacou que “hoje, milhões de trabalhadores estão na linha de frente dos impactos climáticos” e que muitas pessoas “em setores como turismo e agricultura estão perdendo” seus meios de subsistência. Fora isso, “outros têm que suportar condições de trabalho insuportáveis.”

Para o chefe da ONU, a resposta para a crise climática está na transformação de como a eletricidade é gerada, as cidades projetadas e as terras gerenciadas. Mas isso também exige ações para melhorar a vida das pessoas. Ele acrescentou que “isso significa garantir que os compromissos nacionais sob o Acordo de Paris incluam uma transição justa para pessoas cujos empregos e meios de subsistência são afetados” durante a transição para um economia verde.

Transformação

Guterres afirmou que é preciso que os governos se comprometam, que as empresas assumam a liderança e que todos adotem a transformação que levará “a um mundo neutro em carbono até 2050.”  Dados da ONU indicam que uma economia de baixo carbono representa uma oportunidade de crescimento de US$ 26 trilhões  que pode criar 65 milhões de novos empregos até 2030.

Além disso, os setores de empregos que “mais crescem em várias economias são os relacionados a energia solar, eólica e geotérmica e negócios relacionados.”

Para o secretário-geral, “a economia verde é a economia do futuro” e é preciso abrir caminho para ela agora.

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