Era um fim de semana tranquilo no bairro Nova York, em Araçatuba, menos para um morador do arborizado condomínio Casablanca, na rua José do Patrocínio.
O conjunto de casas fica a 400 metros da movimentada Avenida Brasília, mas o acesso pode se dar também pelo lado oposto por uma rua de terra. Alguém possivelmente pulou o muro e, encontrando uma janela aberta, invadiu a residência.
O invasor encontrou ali o pecuarista Antonio Barbieri, 93 anos, viúvo, sozinho. A tragédia que se sucedeu foi notada primeiramente pela empregada, que ao chamar o patrão à porta para fazer a tarefa, no sábado de manhã, não obteve resposta. Comunicou o fato estranho a um funcionário do condomínio e este viu o corpo.
A hipótese inicial de uma invasão pela janela foi considerada fortemente pela polícia porque não há sinais de arrombamento nas portas. Apenas uma abertura estava escancarada, a janela que fica próxima ao quarto de Barbieri. As demais janelas estavam fechadas, intactas.
O óbito foi constatado por um médico do Samu. O pecuarista estava na cama e com as mãos amarradas por uma mangueira plástica transparente de oxigênio, objeto utilizado pela esposa já falecida. Manchas de sangue no travesseiro e vestígios de terra pela casa foram registrados. Móveis estavam com as portas e gavetas abertos e vários objetos fora de ordem.
O primeiro parente a chegar ao local foi o farmacêutico Vanderley, sobrinho de Barbieri, e morador em Araçatuba. O filho Renato, também de Araçatuba, teve o celular apreendido. O protocolo policial considerou nesse caso o fato de que foi a última pessoa a ter contato com a vítima ainda em vida.
O corpo de Antonio Barbieri foi enterrado neste domingo (8) no Cemitério Municipal de Bilac.
5 perguntas sobre o caso
1- Os sinais de terra no imóvel indicam que o invasor usou o acesso sem asfalto?
É possível, pois há marcas de calçados no muro lateral junto à rua de terra.
2. Existem imagens que identificam a presença de alguém estranho no condomínio?
Não há monitoramento interno por câmeras, segundo foi informado à polícia.
3. Que horas teria ocorrido a invasão?
Impossível saber. Pode tanto ter sido na sexta-feira à noite, como no sábado de madrugada.
4. Houve descuido por parte da vítima?
Se for considerada a possível invasão pela janela aberta, pode-se concluir que esse foi um fator que facilitou a ação do criminoso. Mas deve ser considerado que, do contrário, o assaltante poderia ter agido de outra forma ou até mesmo escolhido outra residência para atacar.
5. Qual a responsabilidade do síndico ou condomínio? Houve negligência na segurança?
Somente a apuração cuidadosa do caso poderá esclarecer se houve ou não culpa da administração do condomínio no que se refere à aplicação do regimento interno. O trabalho da investigação policial por meio de inquérito é essencial para definir as responsabilidades e eventualmente desencadear medidas preventivas dos condôminos.
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