Em 2020, o Brasil deve alçar voos mais longos. Projeções indicam que o Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) chegue a 2,6% e o do agronegócio a 3%, algo na casa dos R$ 2,1 trilhões, reforçando nosso papel como principal vetor de crescimento econômico. Além disso, continuará sendo um dos principais geradores de empregos (30% do total), pilar estratégico na questão da segurança alimentar, produzindo alimentos que chegam a mais de 150 países, e no equilíbrio da balança comercial. Neste contexto, a representatividade do estado de São Paulo é magnífica: 20% do total produzido e comercializado no Brasil.
Tais conquistas foram, em sua expressiva maioria, resultado da determinação do produtor rural que, vocacionado e com extrema fé, investiu recursos para adaptar a atividade às regiões tropicais e incorporou tecnologia de ponta à produção de alimentos. Mas a capacidade de investimento está chegando ao limite, em especial aos produtores de micro, pequeno e médio porte. Muito por conta dos diversos soluços de políticas públicas que não contemplam uma visão de longo prazo.
No último dia 02 de dezembro, com 98% dos votos válidos, fomos reconduzidos à presidência da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) para o próximo quadriênio. Um reconhecimento à nossa atuação frente aos 237 sindicatos rurais paulistas e 323 extensões de base, seja pela defesa inexorável dos direitos dos produtores rurais, seja pelo apoioinconteste ao aprimoramento da produção e gestão de propriedades agrícolas, por meio das atividades do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em São Paulo (SENAR-SP).
Este resultado expressivo aumenta, na mesma proporção, nossa responsabilidade e por isso reafirmamos o compromisso da diretoria eleita de trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana junto aos formuladores e executores de políticas públicas para garantir um consistente plano agrícola de longo prazo, conectado à realidade do século 21 e que elimine os gargalos de séculos passados - que ainda persistem e minam o processo de aprimoramento do setor.
Temos plena convicção que será desta forma que conseguiremos novos e importantes upgrades da atividade agropecuária brasileira, com aumento da produção, melhoria da produtividade e qualidade dos produtos e garantia de rentabilidade para o produtor. Não podemos mais pensar em agronegócio, desviando nosso olhar, recursos e esforços à realidade do produtor, em especial dos pequenos produtores.
Ao mesmo tempo, continuaremos trabalhando integrados às forças vivas da sociedade para incorporar os produtores rurais, às inovações e ao mercado que, hoje, é o mundo. Junto com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) em São Paulo implementaremos com força total o programa Integra Agro, que vai atuar baseado no tripé qualificação da produção, aprimoramento da gestão e geração de negócios, integrando todos elos das cadeias produtivas. E nos próximos seis anos, as entidades desenvolverão e implementarão, com subsídios trazidos pelos produtores e sindicatos rurais, outras ações que propiciem a conquista de novos mercados, como agregação de valor, via instalação de agroindústrias, identificação geográfica, compras governamentais, entre outros.
Sabemos que os desafios são grandes e permanentes, mas podemos afirmar que o homem do campo, com lastro em políticas assertivas e investimentos de longo prazo, responderá à altura e continuará contribuindo para o protagonismo do agronegócio e do Brasil, aqui e no mundo.[/TEXTO_MAT]
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