A Câmara de Araçatuba recebe, na manhã desta quarta-feira (04), a visita do prefeito Dilador Borges (PSDB) e da vice-prefeita Edna Flor (Cidadania). Como colaboradores, eles vão se reunir, às 8h30, com os membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para ajudar no processo que investiga fraudes em uma empresa que prestava serviços ao município.
Eles não são investigados e foram convidados apenas para ajudar aos membros da comissão a entenderem como foi o processo de contratação das empresas que seriam ligadas ao empresário, pecuarista e sindicalista José Avelino Pereira, o Chinelo.
Dilador disse que faz questão de colaborar com o trabalho que está sendo realizado. “Nossa administração é a maior interessada para que tudo se esclareça. Trabalhos dentro da lei e já está provado que não houve sequer problemas no processo licitatório. Fazemos questão de comparecer e de dar nossa contribuição”, disse o prefeito.
A ex-secretária de Assistência Social de Araçatuba, Maria Cristina Domingues também foi convidada a colaborar.
TudoNosso
A Operação #TudoNosso investiga possíveis fraudes em contratos de empresas que seriam ligadas a Chinelo e ao Executivo araçatubense. Na manhã do dia 13 de agosto, foram feitas buscas e apreensões no Paço Municipal e cumpridos mandados de prisão. Atualmente, 14 pessoas estão indiciadas, suspeitas de fazerem parte de uma organização criminosa que teria desviado dinheiro público da Prefeitura de Araçatuba por meio de licitações fraudulentas.
De acordo a PF, além de ser o chefe desta organização, Chinelo também possuía forte influência política na região. Desta forma, ele teria indicado pessoas de confiança para ocupar cargos de livre nomeação na Prefeitura de Araçatuba. Com poder de decisão dentro de secretarias municipais, o empresário conseguia livre trânsito, articulação e informações privilegiadas relacionadas aos contratos do município, segundo a Polícia Federal.
Além disso, ele também teria criado um esquema de desvio de recursos públicos mediante a utilização de várias empresas registradas em nome de sócios e familiares, que atuavam como laranjas. A PF acredita que a organização movimentou mais de R$ 15 milhões.
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.