Brasil

Diabetes já atinge meio bilhão de adultos no mundo, afirma OMS Saúde

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

Cerca de 9% da população mundial, ou 463 milhões de adultos, têm diabetes em 2019 e metade delas não sabe disso. Nesse contexto, o Brasil é o quinto país com maior número de pessoas com a condição, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde).

O diabetes é uma síndrome metabólica que acontece pela falta ou incapacidade de insulina, de funcionar adequadamente no organismo, o que causa um aumento de glicose no sangue. A insulina é responsável por reduzir o índice glicêmico, permitindo que o açúcar presente no sangue penetre nas células e seja utilizado como fonte de energia. No último dia 14, foi celebrado o Dia Mundial da Diabetes, criado em 1991, pela Federação Internacional de Diabetes e pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de chamar a atenção dos cidadãos e governantes para a problemática da doença.

De acordo com Antônio Mendes Fontanelli, endocrinologista de Araçatuba, a obesidade é a principal causa da diabetes, por isso é muito importante reduzir o peso para que a doença seja evitada. "Atualmente a obesidade tem aumentado de maneira alarmante e todas as medidas governamentais para reduzir seu crescimento são frustrantes", diz. Existem vários tipos de diabetes, porém ela pode começar com o que é chamado de "pré-diabetes", que é quando o paciente tem potencial para desenvolver a doença, em um estado entre o saudável e o diabetes tipo 2.

Segundo o endocrinologista, o diabetes tipo 1 está associado a uma doença autoimune, e estudos recentes demonstram uma relação entre o uso de antibióticos na infância e o aumento da diabetes. O diabetes tipo 1 ocorre em cerca de 5 a 10% dos pacientes com a doença. Já o diabetes tipo 2, ainda de acordo com o especialista, é o mais comum atualmente e está ligado a obesidade e o sedentarismo. Existe também a diabetes gestacional, que ocorre durante a gravidez e está associado ao peso e à resistência da insulina que ocorre durante o período da gestação. Fontanelli também diz que há um tipo raro de diabetes, chamado "Moddy", que está mais ligado à genética.

Os principais sintomas da diabetes são fome e sede excessiva, emagrecimento e vontade frequente de urinar, e todos acontecem em decorrência da produção insuficiente de insulina no organismo. Os pacientes também podem apresentar fraqueza, náuseas, infecções frequentes e formigamento nos pés.

De acordo com o médico, o tratamento para a doença precisa ser individualizado. "Nos pacientes com diabetes tipo 1 a insulina é o principal medicamento. No paciente tipo 2, são essenciais medicamentos que ajudam na redução do peso, controle da hipertensão arterial, dislipidemia e redução da glicemia. Atualmente houve uma revolução no tratamento do paciente com medicamentos que reduzem a glicemia e protegem o rim e o coração", explica. A prevenção da obesidade e do sedentarismo são as principais ferramentas para evitar a diabetes.

Fontanelli também ressalta a importância do Dia Mundial da Diabetes e qual é o seu principal objetivo. "A maioria dos pacientes diabéticos não sabem que possuem a doença. Dos que sabem, apenas 30% estão controlados. A nossa proposta é educação, orientação e principalmente prevenção das complicações decorrentes do não controle", finaliza.


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