O juiz Emerson Sumariva Júnior, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Araçatuba, decretou nesta tarde o pedido de prisão temporária de Paulo Henrique Francisco de Souza e Lucas Felipe Chales, acusados de participarem de um assalto a uma joalheria em um centro de compras no calçadão da Marechal Deodoro, em Araçatuba, na manhã de quarta-feira (13). Eles foram presos pela polícia rodoviária em São José do Rio Preto, 12 horas após a ação criminosa. no
Policiais rodoviários faziam patrulhamento pela Washington Luiz e, ao passarem pela Parati ocupada pelos suspeitos, os militares perceberam que os rapazes demonstraram nervosismo. Eles decidiram fazer a abordagem e emitiram um sinal sonoro e alerta de parada.
Quando o carro parou, o passageiro que ocupava o banco dianteiro abriu a porta e saiu correndo, fugindo em meio a um matagal, com uma das mãos no abdômen. Os outros três ocupantes foram detidos. Eles foram identificados como A.S.L., 44 anos, decorador, morador em Mirassol; Lucas Felipe Chales, 24 anos, natural de São José do Rio Preto e Paulo Henrique Francisco de Souza, 24 anos, auxiliar geral, natural de Itamaraju (BA).
Durante revista pessoal os policiais encontraram sob a cueca de Chales, relógios, brincos, pulseiras, colares e relógios. No interior do carro foi encontrado um simulacro de pistola, que também era dele.
Com o auxiliar geral os policiais encontraram, também escondidos na cueca, mais relógios, pulseiras, brincos e colares. Com o decorador, que era o motorista da Parati, os policiais rodoviários não encontraram nada de ilícito. Foram apreendidos dois telefones celulares que estavam com ele.
Chales e Souza confessaram participação no assalto à joalheria em Araçatuba e disseram que o rapaz que fugiu a pé, conhecido por Joãozinho, era o terceiro integrante do bando que cometeu o roubo. Segundo eles, o decorador não sabia de nada e estava apenas dando uma carona.
Os dois rapazes disseram que após o assalto eles fugiram pelo mato até as proximidades de Neves Paulista, onde pegaram carona com o decorador, que iria levá-los a São José do Rio Preto. O trio foi apresentado à Polícia Civil em Rio Preto.
MOTO
A Polícia Civil localizou na tarde desta quarta-feira uma moto Honda, modelo CBX 250, preta, que pode ter sido usada pelos bandidos que assaltaram a joalheria.
A Polícia recebeu a informação de que a moto realmente foi usada pelos bandidos, e estaria abandonada na rua Cesário Mota, bairro Santana. Quando chegaram no local os policiais localizaram a moto e dois capacetes. Ainda não se tem informações se alguma testemunha presenciou o momento em que deixaram a moto no local.
RESGATE
A Polícia ainda foi informada que uma das vítimas, que teve o celular roubado, conseguiu manter contato com a pessoa que estava com o aparelho. Uma mulher intermediou a conversa e disse que um conhecido havia comprado telefone sem saber que era produto de roubo, e que não poderia ficar no prejuízo.
Foi pedido R$ 100 pela devolução, e quando a mulher foi entregar o telefone, um policial civil a abordou. Ela foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos e liberada em seguida. A Polícia Civil vai investigar a possível ligação dela ou da pessoa que teria comprado o telefone com o trio de assaltantes.
O ASSALTO
O assalto foi na manhã desta quarta-feira, quando três bandidos armados entraram na joalheria e renderam as funcionárias, levando diversas joias e relógios que estavam em mostruários em balcões expositores. Câmeras do sistema de segurança gravaram a ação dos criminosos.
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