Na área econômica de Paulo Guedes, a equipe de Bolsonaro apresentou essa semana um projeto que pode alterar para melhor, todo quadro de miséria em que se encontram as prefeituras de todo Brasil. O Governo quer que os recursos destinados aos municípios, sejam aplicados conforme as prioridades de cada município. E que os Estados também façam o mesmo.
Esse princípio de liberdade é muito importante e nossos parlamentares devem aprová-la porque a concentração dos recursos dos impostos em Brasília, até hoje não facilitou qualquer ação de equidade entre as diferenças nacionais. Deputados viraram executivos, com dinheiro do orçamento da União, para passar aos municípios que lhe renderam votos. Talvez por isso, aos pequenos, o fim.
O dinheiro fácil faz de Brasília uma cidade com nível estratosférico para se viver. Ali se mendiga o imposto tomado na marra, como se o direito fosse uma concessão de benesse pela troca de algum dividendo político.
Os projetos atualmente vem de cima para baixo. Os prefeitos e vereadores correndo atrás de verbas e quando recebem, precisam da contrapartida, ou aceitar o que está na ordem do dia. Escavadeiras para tanques de psicultura por exemplo. Os municípios da nossa região são de pecuária leiteira, mas o Governo mandou dinheiro para as escavadeiras que já estavam prontas, sabe lá com qual intenção. A finalidade era construir tanques para piscicultura. Também vieram os caminhões, de mecânica estranha, movidos à gasolina. As prefeituras aceitaram, para não se queimarem politicamente com o povo do poder.
Castilho tem uma rede de Unidades Básicas de Saúde, que pelas próximas décadas, não terá condições de manter médico, enfermeiro, equipamentos e assistentes com dinheiro publico local. O Governo manda guela abaixo aquilo que foi cominado entre indústrias e outros grupos, nos gabinetes de Brasília, tratando todos os municípios de maneira homogênea, quando na realidade não são, e felizmente que assim seja. Tem gente que não tem onde enfiar uma ambulância nova e já teve quem a mandou de volta para o deputado.
A equipe de Bolsonaro apresenta um grande passo para o fim dessa farra. Libertar as Prefeituras e os municípios, a população que neles residem, da dependência e das amarras de Brasília e dos Palácios Estaduais, onde os prefeitos e vereadores justificam suas viagens, interrompidas em muitos casos apenas para não caracterizar a perda do mandato.
Bolsonaro diz que não quer receber prefeitos pedintes de dinheiro. É bom ouvir isso. Prenuncia que caberá a cada município decidir o que vai fazer com o dinheiro vindo de Brasília. O processo é muito interessante porque amplia a responsabilidade dos eleitores de cada localidade, a quem caberá evidentemente a maior fiscalização da aplicação dos impostos.
Esperamos que os nobres parlamentares se unam, apresentem emendas e sugestões para hidratar ainda mais essa liberdade, e não para manter esse sistema centralizador e ditatorial de governar o Brasil.
A ditadura do proletariado também é contra a democracia e roubar dos pobres para doar aos ricos também é crime, inclusive imoral porque roubar dos ricos para dar aos pobres até se justifica nas consciências de justiça revolucionária.
Antônio José do Carmo é jornalista
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