A Prefeitura de Araçatuba prevê arrecadar, e gastar, R$ 711.779.165,03 em 2020, de acordo com o projeto de lei que será apresentado amanhã (11), na Câmara municipal. Conhecida como LOA (Lei Orçamentária Anual), a proposta assinada pelo prefeito Dilador Borges prevê um aumento nominal de 11,4% no orçamento do próximo ano em comparação a 2019. Descontada a inflação, o crescimento real previsto é de 7,97%, segundo o secretário da Fazenda João dos Santos Esgalha.
Para chegar aos números projetados para o crescimento do orçamento, a secretaria comandada por Esgalha utilizou em seu cálculo a inflação IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), considerado o índice oficial de inflação do país. Na conta, o secretário utilizou os dados do mês de agosto, (índice acumulado de 3,43%). Além disso, foram ponderados as operações de crédito em andamento, o crescimento cadastral (novas áreas imóveis cadastradas e novas empresas) e transferências de outras esferas de governo.
Segundo a proposta do prefeito Dilador, as secretárias de Saúde e Educação ficarão com maior parte do orçamento, respectivamente. O Executivo explicou para a reportagem da Folha da Região sobre as obras e investimentos que serão feitos nas pastas que ganharam a maior fatia do bolo orçamentário.
Em Educação, o valor total dos investimentos é de R$ 180.167,517,26 (também previsto na LOA). Na área, serão feitas novas unidades escolares com aplicação de R$ 11.669.386,25 para a execução das obras, e reformas das escolas já existentes, R$ 6.351.828,28 para realização. No total, R$ 18.021.214,53 serão aplicados nas unidades de ensino municipais.
Na Saúde, o valor total orçado é de R$ 167.886.244,57 (também previsto na LOA). Além de construção, reformas e ampliação de unidades de saúde, totalizando R$ 4.511.592,00 em obras, a Prefeitura também utilizará R$ 1.402.827,75 para a compra de equipamentos em equipamentos.
CRESCIMENTO
Para o secretário Esgalha, o crescimento no orçamento representa uma retomada na economia da cidade, “Sim, sem dúvida. Araçatuba está executando grandes e importantes obras, o que atrai investidores e faz com que a arrecadação melhore”, diz.
Esgalha revela que para a economia futura da cidade os prognósticos são otimistas. “A previsão é positiva, podemos verificar pelos números apresentados”, afirma o secretário.
O crescimento econômico da cidade foi algo construído pela atual gestão, como explica Esgalha. “A administração pública foi fundamental nesse crescimento, a cidade está em pleno desenvolvimento e tem credibilidade perante o investidor. Diversas Obras estão sendo executadas, além de novas empresas terem se instalado na cidade. Esse ano tivemos grandes projetos em parceria com a iniciativa privada o que ajuda economicamente a cidade”.
COMPARAÇÃO
O crescimento real de Araçatuba é percentualmente maior em comparação a outras cidades regionais paulistas e até mesmo regiões, como a de Campinas, por exemplo. A Região Metropolitana possui mais de 3,2 milhões de habitantes e é integrada por 20 municípios (Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d'Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo), a segunda maior do estado.
Nas propostas orçamentárias enviadas às câmaras municipais, a região prevê crescimento nominal de 5,78%. Ao descontar o mesmo índice inflacionário (IPCA de agosto), utilizado nas contas de Esgalha, a região campineira tem crescimento real de 2,35%, uma diferença de 5,62% em relação a Araçatuba.
O município de Bauru terá um crescimento nominal de 6,1% (sem descontar a inflação).
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