Especial

Fernando Zar: E lá se vão 300 dias de um governo

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Observo as manifestações pelo mundo em busca de melhorias na qualidade de vida da classe trabalhadora, oprimida e esmagada pelo poder econômico das Elites Conservadoras e Reacionárias, que a cada dia querem tirar mais e mais direitos dos que mais necessitam da proteção do Estado para sobreviver, e mesmo com repressões nas ruas o povo aparece para mostrar que está indignado e que quer mudanças para garantir subsídios fundamentais para sobrevivência de suas famílias.

No Brasil já se passam dos 300 dias de um governo que desde que surgiu na campanha de 2018 já dava sinais claros de que viria para servir uma elite ultrapassada e ao Mercado Financeiro, dando continuidade aos programas neoliberais que visam o Estado cada vez menor e lançando a ideia de que através de uma meritocracia cada cidadão pode alcançar a riqueza apenas com seu trabalho, como se as condições para isso fossem iguais para todos.

Com a precarização das Relações de Trabalho e o enfraquecimento cada vez maior dos sindicatos o trabalhador fica exposto a ter de trabalhar com qualquer valor e sem direitos como férias, 13º salário, FGTS uma vez que pode ser contratado como intermitente, apenas para um período específico que seu empregador lhe quiser ou mesmo ter de abrir uma empresa e ser contratado por CNPJ onde ele mesmo deverá arcar com todos os custos, inclusive se tiver a necessidade de contratar alguém para lhe ajudar.

Não bastasse isso, mais uma agressão as conquistas da classe trabalhadora foi atingida através da Reforma da Previdência que dá garantias a militares, ao judiciário e a classe política e quem paga a conta somos nós, os pobres, com a ilusão de que com este sacrifício serão gerados empregos.

Também vem o Ministro da Fazenda, Guedes, dizer que a elite poupa e investe e o pobre não junta economias por isso não consegue investir, pois bem, com o salário mínimo que o povo recebe e com o desemprego que assola o país com certeza temos muito o que guardar.

Temos de ter lado ou pertencemos a elite ou a classe trabalhadora.

Fernando Zar é sindicalista

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