A informação ajuda na qualidade de vida da população e salva vidas. O jornalismo serve para ajudar a população a enxergar a realidade que a cerca por meio de dados que ajudem em suas tomadas de decisões. As reportagens de economia ajudam empreendedores e trabalhadores a traçar suas estratégias de curto, médio e longo prazos.
As editorias de Política e Cidades colaboram a entender e antever as decisões que afetam a vida coletiva. A Folha da Região, por exemplo, mantém com sucesso seu caderno Vida, que além de tratar de assuntos de cultura e entretenimento, também aborda as questões de saúde.
E estas reportagens auxiliam os leitores a conhecerem melhor seu cotidiano, seu corpo e como melhorar suas vidas por meio de mudanças necessárias dos rumos de suas dietas, emoções e estilo de vida.
Mas, para que a sociedade possa evoluir ainda mais, algumas informações deveriam ser obrigatórias em embalagens de produtos que podem causar mal à saúde, como já acontecem com os cigarros. Com maior número de dados disponíveis, os consumidores poderão ter maior assertividade na hora de decidir ou não pela compra.
Para se ter uma ideia do quanto a informação é importante nestes casos, a ONG ACT Promoção da Saúde fez uma pesquisa com 2.060 pessoas entre 06 e 14 de agosto deste ano e descobriu que a maior parte dos brasileiros (78%) diz que com certeza ou provavelmente reduziria o consumo de refrigerantes e sucos de caixinha se houvesse alertas de excesso de açúcar nos rótulos, mostra pesquisa Datafolha.
Para 79% dos entrevistados, preços mais altos de bebidas açucaradas também induziriam à redução do consumo, segundo a pesquisa, que foi contratada pela ONG ACT Promoção da Saúde.
A Anvisa aprovou recentemente mudanças na rotulagem de alimentos, com indicações de altos teores de açúcar, sódio e gorduras saturadas e o desenho de uma lupa. O modelo se assemelha ao que é defendido pela Opas (Organização Pan-americana de Saúde).
A mudança visa ajudar os consumidores a melhorar a alimentação com escolhas mais saudáveis e, dessa forma, auxiliar no combate à obesidade no país, problema que atinge quase 18,9% da população adulta e que voltou a crescer este ano, alcançando o maior índice dos últimos 13 anos.
A indústria alimentícia tem se posicionado contra o modelo apresentado pela Anvisa e pressionado a agência para a adoção de rotulagem baseada em "semáforos nutricionais". Segundo o setor, os modelos de advertência subestimariam o poder de decisão do consumidor.
No Reino Unido, entrou em vigor no ano passado, uma taxa sobre bebidas açucaradas com mais de 5 g de açúcar por 100 ml, o que causou movimentação desse setor da indústria para alteração de fórmulas.
Os consumidores devem ter o maior acesso possível às informações. Por isso, é importante para a sociedade que as indústrias sejam levadas a mudar seus métodos.
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.