Corrija um sábio e o fará mais sábio. Corrija um tolo e o fará teu inimigo. Sou profundamente grato a todos que me corrigem na vida, me dando dicas e toques de como evoluir. Nem todos reagem da mesma forma quando são criticados. Estudiosos são capazes de separar três grupos gerais de comportamento: as pessoas que não aceitam a crítica de forma produtiva e se sentem agredidas, aqueles que recusam a crítica negando sua pertinência e o menos representativo dos grupos, o que reage de forma positiva diante de uma crítica, assimilando-a e refletindo, este grupo, embora menor, é o mais acertado. É necessário uma mudança de atitude, porque acredito sinceramente que, quando melhoramos uma pessoa, melhoramos o mundo. Quando você acha que "chegou lá", que "venceu", que "conquistou", se fecha em sua pequenez e morre. Seja sábio! Permita-se ser genuinamente vulnerável, aceitar que você nunca saberá tudo, e procure usar a sua voz para reverberar o bem e a abundância, e não a mesquinhez e a escassez. Aquele que cai na armadilha de revidar uma crítica construtiva só destrói a si mesmo. "A raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram", definia brilhantemente William Shakespeare. O principal motivo para que as críticas afetem negativamente, no final das contas, é um problema de insegurança. A falta de autoestima por si só já seria um problema, quando uma pessoa não está confortável consigo mesma refuta, esconde ou nega as críticas que são feitas pelos demais. Ninguém está imune de passar por um mal momento, tanto na vida pessoal como na profissional, e até sentimental, uma fase em que são incapazes de confiar neles mesmos, panorama agravado pelas pressões externas por resultados e determinadas ações desse entorno. Se esse é o seu caso, o primeiro fator a considerar é que o sujeito que faz a crítica não está criticando sua pessoa, mas sim a imagem que tem de você. Além disso, é preciso entender que todos se equivocam e que o grande valor está em admitir o erro ou reconhecer que existe uma forma melhor de se portar. Ao invés de demonstrar fraqueza, essa capacidade ressalta um poder de reflexão, força em querer arrumar e mudar, e um desejo de melhorar sempre.
Josué Cardoso de Lima é contador, professor universitário e funcionário público municipal
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