Especial

Gervásio Antônio Consolaro: Felicidade

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

A Dinamarca um pequeno país no norte da Europa, com apenas 5,7 milhões de habitantes, está sempre ocupando os primeiros lugares nos rankings que avaliam felicidade e qualidade de vida. A ONU e a OCDE aliadas ao Instituto de Pesquisa sobre Felicidade, fundado em 2013, com o objetivo de responder três questões: como podemos medir felicidade? Por que algumas pessoas são mais felizes do que outras? Como podemos impulsionar a felicidade no mundo?

Atualmente, as pessoas estão percebendo que o conceito de felicidade tem mudado. Que não se pode ser feliz focando demais no que temos, mas no que somos.

Acredita-se que as relações que tecemos ao longo de nossa trajetória e ter saúde são as coisas mais importantes para criar uma vida de maior satisfação.

Existe diferença entre autorrealização e satisfação com a vida. Você pode ter uma sem ter a outra. Gente que está em busca de si mesmo nem sempre consegue ser feliz. E pessoas felizes nem sempre são aquelas que estão buscando a autorrealização. Felicidade é sobre ter fortes laços sociais, boa saúde e liberdade para fazer escolhas de vida. Perceberam que pessoas em busca de autorrealização sentem-se sozinhas, pois focam muito em si mesmas e esquecem de ter laços mais profundos com os outros.

Definiram dois tipos de felicidade: a cognitiva e afetiva. A primeira é aquela que encontramos quando pensamos na nossa vida no geral. E a afetiva está relacionada aos sentimentos que temos durante o dia. E isso está correlacionado. Se você tiver sentimentos positivos por muitos dias seguidos, a satisfação pela vida irá aumentar. E vice-versa. Mas você pode ter essa satisfação e ainda continuar a ter um dia ruim com sentimentos e emoções negativas. Então a felicidade cognitiva é algo de longo prazo, enquanto que a afetiva é uma felicidade de curto prazo.

O citado Instituto, descobriu que quando queremos ter um alto nível de satisfação no ambiente corporativo, precisamos entender por que trabalhamos do jeito que trabalhamos. Para alguns o sentido é pessoal, e isso faz com que tenham uma enorme satisfação e orgulho no que desempenham. Para outros, é algo social. Eles se sentem como parte de uma equipe e desejam contribuir para o time. E algumas pessoas trabalham pelo bem maior, por questões de ideologia, são altruístas, religiosas e ou algo do tipo. A maior parte de nós possui essas três formas em algum nível. E encontrar esse significado é o fator mais importante para desenvolver e aumentar o engajamento de forma individual.

Propósito e significado são importantes e essenciais para gerar engajamento e satisfação no trabalho. Para gostarmos do que fazemos, precisamos entender o porquê do que estamos fazendo e também compreender o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, aspectos importantes para prevenir o esgotamento.

Por fim, precisa ter certeza de que todos estão tendo uma vida na qual se sentem bem. Equilíbrio também é importante, pois assim podemos ter um bom resultado nas tarefas diárias e ainda ter tempo e energia para a família e os amigos.

Gervásio Antônio Consolaro é ex-delegado Regional Tributário e assessor executivo na Secretaria Municipal da Fazenda

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