Campanhas de Desinformação, Deep Fake e Pós-verdade são alguns conceitos que ganharam força no Brasil nos últimos cinco anos. Todas essas nomenclaturas representam uma evolução do fenômenos das fake news, as famosas notícias falsas que são rapidamente disseminadas na internet. De acordo com laboratório de segurança da PSafe, só em 2018 foram mais de 4,4 milhões de casos de notícias falsas sendo compartilhadas.
E para esmiuçar esses conceitos e avaliar os fenômenos sociológicos que fazem dos brasileiros grandes fomentadores de notícias falsas, o advogado André Faustino, mestre em Direito na Sociedade da Informação acaba de lançar a obra 'Fake News - A liberdade de expressão nas redes sociais na Sociedade da informação', publicada pela editora Lura.
O livro é fruto de sua dissertação de mestrado e aponta as razões pelas quais as fake news se consolidaram na seara de conteúdos disponíveis na internet. "Há um protagonismo do indivíduo que no contexto social é indiferente à verdade. Cada qual se apega ao apelo emocional. Embora saiba que se trata de uma mentira, o indivíduo prefere acreditar nela porque é mais conveniente com as suas percepções e ideologia", explica Faustino.
A EVOLUÇÃO DAS FAKE NEWS: DEEP FAKE E PÓS-VERDADE
As deep fakes são a evolução das fake news, sob o ponto de vista tecnológico, já que as deep fake buscam ser mais contundentes, pois utilizam inteligência artificial como vídeo, por exemplo, para gerar desinformação e com a qualidade desses vídeos, em muitas vezes, é impossível identificar tratar-se de uma mentira. Um exemplo foi um vídeo de um discurso do ex-presidente Barack Obama, que também é lembrado no decorrer do livro.
Já a Pós-verdade é um fenômeno que permite, justamente, o protagonismo das fake news já que o indivíduo no atual contexto social é indiferente à verdade. "O próprio conceito de verdade é relativo e, justamente, dessa relatividade é que a pós-verdade ganha força. Vivemos na era da desinformação", conclui o especialista.
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