Araçatuba

O casamento gay e o Liberalismo - Por Rodrigo Andolfato

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Essa semana, numa postagem do ilan, Instituto Liberal da Alta Noroeste, alguém do grupo postou uma foto com um homem beijando uma mulher e ambos com uma filha no colo no meio deles. Obviamente tal retrato de uma família padrão, papai, mamãe, filhinho.

Na foto ainda continha o texto na parte superior: "Não foi o ESTADO que criou a FAMÍLIA" e na parte inferior a conclusão "Logo, não tem AUTORIDADE para mudar o conceito de família". Pronto! Bastou isso para vir pedrada de todo o lado. Contudo, uma postagem me motivou a intervir na discussão: tratava-se da questão de sucessão da herança.

Oras! Se não fosse o capitalismo malvadão e a necessidade de entesouramento e de repassar a herança para os entes queridos "post-mortem" eu nem descia para o PLAY (como dizem os descolados). A discussão é, e sempre será sobre dinheiro e propriedade. E nada mais correto!

Então vamos lá. Eu sou a favor da união civil entre os que quiserem se unir para deixar anotado para quem deve ficar o resultado do entesouramento de cada um. Sou um conservador nos MEUS costumes, e sou liberal para defender o que cada um quiser fazer com seus orifícios! Mas sou acima de tudo um CAPITALISTA para dizer que aquilo que você produz é seu, e só seu, e ninguém pode roubá-lo, nem o ESTADO!

Toda discussão sobre casamento gay trata-se de termos que prestar contas ao estado segundo leis que essa porcaria criou. O resto é fantasia! Se respeitássemos de fato a liberdade individual de cada um, as pessoas poderiam colocar em seus testamentos a forma que quisessem que seus patrimônios fossem distribuídos após sua vida! O que conheceríamos como casamento voltaria a ser um testamento. E tudo estaria bem resolvido.

Não teríamos mais que discutir filhos bastardos (que só teriam algum direito se nos testamento estivesse), ou se quer teríamos que discutir se a fortuna de um moribundo fosse deixada para apenas algum dos filhos ou até para a amante. Isso seria do direito de quem ganhou e ajuntou o dinheiro. Simples assim.

Uma situação dessas daria o direito de cada um "casar" com quem quisesse. E assim acabaria com a palhaçada do roubo do entesouramento alheio. E aqui deixo o "grand finale". Nenhuma mulher se casaria para ser submissa ao homem sem que um contrato fosse muito bem formulado, distribuindo deveres e direitos para ambas as partes. Isto sim deveria se chamar casamento.

Rodrigo Andolfato é membro do Instituto Liberal da Alta Noroeste - ilan

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