Toda vez que uma Sociedade recorre a pessoas como suas salvadoras e lhes atribuem nomes ou pseudônimos como heróis, mitos, justiceiros, caça marajás, e assim por diante, é por que realmente perderam a confiança no sistema ou acreditam em serem humanos acima do bem e do mal e a neles confiam cegamente que irão resolver um problema ou situação enfrentada naquele momento pela sociedade.
Seja qual foi o motivo que levou grande parte da população a atribuir a Sérgio Moro e Deltan Dallagnol o título de heróis lhes permitiu agir acima da Lei, como se tivessem autorização para de qualquer forma prender, punir, condenar, coagir, intimidar, fazer gravações ilegais, trocar entre si informações e combinarem passo para a seu bel prazer agir contra aqueles que consideravam que deveriam culpar para favorecer a classe política que queria voltar a governar o país.
Bem, está claro isso nas gravações que o Intercept vem divulgando pela Mídia nos últimos meses, e vamos aqui dizer, embora as gravações tenham sido repassadas por suposto hacker, em vários momentos Sérgio Moro e Deltan Dallagnol reconheceram a veracidade das informações e não somente eles mas membros da Polícia Federal e outros Procuradores e Juízes também o fizeram.
Para completar vem o Mito, Jair Messias Bolsonaro, com mais de 28 anos de Legislativo sem nada apresentar de projetos ou propostas e que reconhecia nada saber e como fazer ao assumir a presidência, que ataca os Direitos dos Trabalhadores, que é Homofóbico, que declara que Mulheres devem ganhar menos pois engravidam, que teve seus filhos e na última fraquejou e veio uma Mulher, que defende Torturadores, que a Família possui relações com Milicianos, que troca Delegados que investigam sua Família e pessoas ligadas a ela, que está presidente do Brasil e tenta impor sua vontade a força, como um Ditadorzinho da Esquina.
Temos de tomar cuidado com quem escolhemos para nominar como Mito ou Herói, pois pagamos por nossas escolhas.
Fernando Zar é sindicalista
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.