O Brasil está comemorando a Semana da Independência, que culmina com os desfiles e feriado este sábado (7). É um momento em que a sociedade é chamada ao dever cívico de reflexão sobre a soberania nacional e os desafios para manter nosso país grande e justo.
No âmbito educacional, que é o nosso foco dos artigos semanais, vale destacar que os professores de diversas disciplinas aproveitam este período para, dentro de suas especialidades, desenvolverem trabalhos especiais. As salas de aula estão enfeitadas com as cores nacionais e nos corações de educadores e estudantes é reafirmada a chama do entendimento que o Brasil não é um ente abstrato, mas é, acima de tudo, todos nós.
O que une todos, no entanto, é o objetivo de transformar as crianças de hoje em homens e mulheres prontos para servir à Pátria sendo bons e honestos. Os educadores usam os vultos do passado para ensinarem que o Brasil só será realmente um país evoluído se eles forem bons filhos agora e, no futuro, excelentes pais, profissionais e cidadãos.
A Independência do Brasil do julgo de Portugal aconteceu de forma pacífica, no passado, e esta data tem sim que ser lembrada. Mas o ato de Dom Pedro I em 7 de setembro de 1822 só será válido se cada um de nós, agora e nos dias vindouros, fizermos a nossa parte.
O Brasil ainda precisa ser independente por meio de um sistema educacional justo e verdadeiramente universal. Só a partir daí terá condições de ser menos violento, atrasado tecnologicamente e corrupto.
A tão necessária justiça social passa pela educação. Apesar de alguns avanços com as recentes políticas de cotas sociais e raciais, as disparidades no ensino ainda são alarmantes. Segundo a Pnad Contínua 2017 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE), enquanto a escolaridade média dos 25% mais ricos da população é de 12,2 anos, entre os 25% mais pobres, a média é de quase 4 anos a menos (8,4 anos). Enquanto 22,9% dos brancos têm Educação Superior completa, esse índice é de apenas 9,3% entre negros.
A independência do Brasil no passado foi feita pelo imperador. Agora, tem que ser reafirmada por todos nós, tendo em mãos a espada da educação.
Bruno Raphael de Souza é empresário
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