Opinião

As queimadas e a educação - Por Bruno Raphael de Souza

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

As queimadas que estão atingindo a Amazônia, no Brasil e em países fronteiriços, tomaram conta das manchetes, das redes sociais e das rodas de conversas. Nas escolas, não tem sido diferente. E como a educação é o tema principal dos nossos artigos, quero abordar o quanto é importante que o sistema de educação esteja preparado para utilizar assuntos de grande repercussão para instruir seus alunos. Como temos defendido ao longo das últimas semanas, a cidadania deve ser o norte de todas as ações pedagógicas. E o meio ambiente é um tema deveras importante na formação da consciência de que ninguém é uma ilha e que nossas ações e omissões refletem não só no nosso destino, como também na vida das pessoas próximas. Debater a queimada, como a importância da árvore, do consumo consciente e do tratamento correto do lixo com as crianças e os adolescentes devem promover o aumento de práticas sustentáveis bem como a redução de danos ambientais. Desta forma, alcança-se o grande mérito de qualquer sistema educacional, que é a promoção da mudança de comportamentos tidos como nocivos tanto para o ambiente, como para a sociedade. É indiscutível a necessidade de conservação e defesa do meio ambiente. Para tanto, os indivíduos precisam ser conscientizados e, para que esta tomada de consciência se alastre entre presentes e futuras gerações, é importante que se trabalhe a educação ambiental dentro e fora da escola, incluindo projetos que envolvam os alunos. Há evidências científicas de que substâncias fabricadas pelo homem estão destruindo o ambiente. A educação ambiental, creio, além de ser um processo educacional das questões ambientais, alcança também os problemas socioeconômicos, políticos, culturais e históricos. E isso é importante para entendermos que quando a gente fala das queimadas na mata amazônica não estamos falando apenas de árvores e fumaças. Estamos discutindo, acima de tudo, vidas e sociedade. E não podemos deixar de olhar o noticiário cotidiano sobre este assunto sem pensar nos ribeirinhos, na questão indígena, na vida nas grandes cidades afetadas pela fumaça. Temos que manter os olhos também em nossa relação cotidiana com o mundo em que vivemos e o sobre o impacto de nossas ações sobre o meio ambiente.
Bruno Raphael de Souza é empresário

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