O escritor araçatubense João Silva da Cruz, que lançou seu livro "Quando Você Invadiu o Meu Eu", em dezembro, participa da Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, neste final de semana.
Ele vai estar autografando seu livro no pavilhão internacional, no espaço da editora portuguesa Chiado, qual lançou sua obra. Cruz foi convidado pela própria editora para participar do evento. "É mais uma oportunidade de divulgação e de relacionamento com o setor, inclusive na caminhada em busca de levá-la para o cinema, por se tratar de um romance com fundo de roteiro para a telona, além da satisfação e da emoção de ver meu trabalho incluso neste cenário", destaca.
Obra
A obra é um romance que mergulha na personalidade da fisioterapeuta Carmen, que para buscar consolo e fugir de sua melancolia, decide fazer um curso de especialização na Suécia e que, em um de seus últimos passeios, conhece Saulo. Segundo o autor, os ambientes são compostos de magia e realidade, refletindo os limites do comportamento humano e da imaginação. A história tem o objetivo de cativar o leitor a olhar fundo na própria alma, por meio de uma viagem repleta de situações, um convite ao amor e a esperança.
Ainda explica que, ao escrever a trama, sofreu influências de autores clássicos, como Franz Kafka, Soren Kierkegaard, Machado de Assis, Hermann Hesse, Clarice Lispector. Na música, ele também buscou inspiração como nos cantores e compositores Belchior e Chico Buarque, mas ainda teve elementos do cinema influenciando a história. "Gosto muito dos elementos água, terra, ar, fogo, universo, como fundo e a supremacia de uma história de amor. As paisagens de Florianópolis, como a ponte Hercílio Luz, Estocolmo, na Suécia e a trajetória do cineasta James Cameron tiveram grande influência nesta ficção."
O interesse em desenvolver "Quando Você Invadiu o Meu Eu" surgiu em novembro de 2016, quando ficou sabendo sobre o "Prêmio Sesc de Literatura" e passou a se dedicar na aventura de escrever um livro inteiro, já que estava habituado a colaborar com textos para jornais e revistas. "Eu tinha algumas anotações, poemas, contos e a imaginação sobre uma história que pudesse virar filme. Como o prazo para inscrição se expirava em 45 dias, e o mercado publicitário um tanto apático, priorizei meu tempo para desenvolver o livro", lembra.
Sendo classificado no concurso, enviou cópias para amigos e conhecidos, pedindo opinião. Ele diz que o retorno foi incentivador e no final de 2016, realizou uma produção independente para teste de mercado. No início de 2018, houve interesse da Chiado Editora em publicar o livro, cujo o lançamento aconteceu em dezembro, do ano passado. A editora é especializada na publicação de autores portugueses e brasileiros contemporâneos, também conhecida por ser uma empresa pertencente aos herdeiros do escritor Fernando Pessoa.
"Na maioria, os leitores dizem se identificar, particularmente com as personagens. Uma leitora sugeriu que a Rebeca, uma das personagens, devia falar mais porque tinha muito que oferecer; Uma leitora de São Paulo disse que seria muito feliz se fosse a protagonista na cena da taça de vinho no avião; Um locutor de rádio disse que leu de 'um só fôlego', enquanto um professor da Unicamp disse que leu de uma vez só", finaliza.
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