Antes de explicitar as ideias de como se proteger das consequências nefastas da grande crise, gostaria de escrever um pouco sobre as causas e ainda, explicitar as pistas que o estado brasileiro vem dando, através da sinceridade de seu presidente.
Comecemos pelas pistas. Nosso presidente, o qual é o homem mais sincero que já passou pelo palácio do planalto, vem pronunciando-se cotidianamente alertando para o estado pré-falimentar do governo. Já se pronunciou para a grande mídia dizendo que não temos dinheiro para muita coisa e até para a comida dos soldados brasileiros.
Somente um homem de muita coragem e não comprometido com a hipocrisia natural da velha política teria tal coragem, e por essa razão tiro meu chapéu pra ele. Outra pista do estado de pobreza em que se encontra o governo brasileiro veio do Ministério da Economia onde o próprio Paulo Guedes deixou claro que estava cortando os supérfluos, tal qual o café e até os serviços dos estagiários. Ambos, presidente e ministro, são homens que merecem nossa admiração pela coragem de exposição da situação crítica em que nos encontramos.
E quais as causas desta pobreza institucionalizada? A resposta é: O TAMANHO DO ESTADO! Sim leitores, o estado cresceu de tal forma que só os impostos não o sustentaram ao longo dos anos. Precisou-se endividar o estado. A Tentativa de gerar riqueza via modelo de facilitação do crédito para todos, deixando todo mundo endinheirado da noite para o dia e assim permitindo gastos com cursos superiores, casas, saúde, carros e afins (FIES, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, etc.) acabou por jogar uma pá de cal no cadavérico estado brasileiro. Sim, o estado quebrou.
Quais as consequências deste estado falimentar de uma nação? A única coisa que difere uma nação de uma família com dívidas é que a primeira, detendo o domínio da força e da moeda, pode se “auto-endinheirar” via desvalorização de sua própria moeda. A questão é simples. Quando os donos da riqueza começam a desconfiar do estado e não mais sustentam esse paquiderme lhe emprestando dinheiro, e pelo contrário, começam a querer de volta o que emprestaram, temos um ente prestes a quebrar e deixar de pagar suas obrigações. Nas unidades da federação mais críticas e que não têm seu próprio dinheiro, o calote é certo. Vide Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e outros.
Mas num país a coisa é diferente. Com uma decisão do governante, a desvalorização da moeda faz com que sua dívida fique menor. Na verdade, faz com que a dívida de todos, que devem em determinada moeda, fique menor. Trata-se de um prêmio para quem tinha dívidas frente aos que emprestaram o dinheiro. Ou seja, faz uma premiação aos gastadores frente aos poupadores. Isto é péssimo por uma série de consequências residuais de longo prazo que não caberia aqui, neste artigo, explicar, pois preciso concluir o texto já.
Como se proteger? Pois bem, dar conselhos não é fácil! Mas lembre-se, ter reais no bolso ou no banco, não é boa ideia. Ativos como ouro, moedas digitais e imóveis são a única solução. Aliás, fazer dívidas em reais com indexação pré-fixada para compra destes ativos é uma boa ideia, mas precisa ser mais experiente para tomar tal risco. O intuito deste artigo é proteger a riqueza de todos de nossa Região Alta Noroeste que leem este matutino e que compõem de fato a riqueza de toda Região.
Rodrigo Andolfato é membro do ilan
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.