Opinião

Caso de sucesso na educação - Por Bruno Raphael de Souza

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Há algum tempo, temos tido a oportunidade de discutir, neste espaço, os entraves e as saídas para a educação em nossa cidade, nosso Estado e no País. Abordamos desde as questões micro, como relacionamento dos pais no processo educacional, às macro, como políticas públicas e diretrizes básicas. Hoje, quero falar sobre algo mais específico, que é a produção científica. Ela, que nasce nas instituições de ensino de nível superior e acrescentam muito em todas as áreas de nossas vidas, sempre teve um espaço secundário nas discussões sobre a educação. O que é um erro muito grande. Desde as teses que norteiam novas visões sobre os processos cotidianos à fabricação de medicamentos que salvam milhões de vidas, tudo ocorre na área científica. Há um senso comum de que o Brasil é muito fraco nesta área. E de fato, a produção científica nacional é irrisória no planeta. Um estudo apresentado pela National Science Foundation (NSF) dos Estados Unidos apontou que a China é o país que mais produz artigos científicos no mundo, em termos de números absolutos, ultrapassando o gigante norte-americano. O Brasil aparece em 12º lugar entre os países com maior número de trabalhos publicados, com 53 mil artigos em 2016 – os chineses, no mesmo ano, tiveram 426 mil publicações. Além da China, a Índia, Coreia do Sul e Rússia – países que integram os Brics – figuram entre as dez nações que mais publicam artigos científicos no mundo. A Índia está em terceiro lugar, com 110 mil artigos, ultrapassando o Japão. Mas para que possamos olhar o copo meio cheio, uma boa notícia foi publicada esta semana. O Brasil atingiu no primeiro semestre de 2019 o segundo melhor nível em 30 anos no indicador Web of Science, base de dados administrada pela organização Clarivate Analytics que mede o impacto da pesquisa científica. Em junho, a marca foi de 0,89; a maior verificada anteriormente de 0,92 foi em 2016, referente ao ano inteiro. A média mundial é 1. A reação nacional está na gestão do Ministério da Educação, que tem dado prioridade à ‘produção de pesquisas de resultados’. Ou seja, é dada verba para as pesquisas que não se tornarão apenas um livro preto nas estantes. É um pequeno passo, mas animador.
Bruno Raphael de Souza é empresário

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