A infecção de urina é um problema que causa dor e ardência ao urinar e, acontece, normalmente, devido a bactérias que invadem o canal da urina. Dependendo da estrutura atingida, a infecção pode ter nomes diferentes: uretrite (uretra), cistite (bexiga) ou pielonefrite (rins). Homens, mulheres e crianças podem contrair a infecção, porém ela prevalece nas mulheres por conta de suas características anatômicas.
De acordo com o doutor Antonio Rubens Lima de Castro, urologista de Araçatuba, o principal motivo que leva a infecção urinária a ser mais comum em mulheres, é devido ao comprimento da uretra feminina. “A uretra da mulher é curta, já do homem, é longa. Então é muito mais fácil o germe entrar na bexiga da mulher”, explica. Os sintomas mais comuns da infecção urinária são dores fortes na uretra e uma micção mais frequente que o normal, informa o médico. “A mulher começa a urinar mais rapidamente, toda hora tem vontade mesmo acabando de esvaziar a bexiga”, completa.
Para gestantes e mulheres portadoras de diabetes, o perigo da infecção se torna maior, como explica doutor Antonio. “Qualquer tipo de infecção pode se agravar em uma gestante. Tanto para o feto como para a própria mãe. A infecção urinária ao evoluir pode causar um aborto prematuro”, conta. Já, em caso de diabetes, o tratamento pode ser mais complicado, devido ao fato de pessoas com a doença serem mais sensíveis a qualquer infecção.
Castro ainda ressalta a importância de ficar atento aos sintomas e, caso detectá-los, procurar imediatamente um médico já que, quando não tratada corretamente, a infecção pode se tornar algo mais grave. “É ideal que se procure um médico urologista, ou até mesmo se dirigir ao pronto-socorro e passar por um clínico, pois a infecção pode causar uma septicemia”, diz.
A septicemia, também conhecida como sepse, é uma infecção grave do organismo que acontece quando uma infecção bacteriana em outra parte do corpo, como pulmões, sistema urinário ou sistema digestivo, por exemplo, consegue se espalhar pela circulação sanguínea, chegando a vários lugares do corpo.
A dona de casa, Márcia Pereira da Silva Gardinal, de 52 anos, já contraiu a infecção e conta que seus principais sintomas foram dor na bexiga, febre e dor no quadril. “Assim que detectei os sintomas, fui imediatamente ao pronto-socorro e passei por um urologista”, explica. Ás vezes, o próprio organismo pode eliminar as bactérias responsáveis pela infecção, já em outros casos, o tratamento requer o uso de remédios, como foi o de Márcia. “O médico receitou antibiótico e um regime alimentar”, conta.
Segundo Márcia, o que mais foi incômodo durante a infecção foram as dores constantes que sentiu na bexiga e a vontade de urinar repetidas vezes e, para evitar ter mais uma vez, segue à risca os cuidados passados por seu médico. “Tomar bastante líquido, não comer muito sal e não segurar a urina por muito tempo, procurar ir sempre ao banheiro. É o que tenho feito desde então e nunca mais tive problema”, finaliza.
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