Não é a primeira vez que venho a este periódico escrever sobre o Liberalismo e o falso-Liberalismo argentino. Mas este se trata de apontamentos necessários ao que o Brasil precisa se atentar para não repetir os mesmos erros que sua vizinha Argentina. Primeiramente, fica a lição sobre um dos assuntos mais discutidos entre liberais e libertários: brutalismo ou gradualismo. O que são essas coisas? Os nomes ensejam, pela lógica, o tipo de ruptura que deve ser tomada em relação ao sistema Social Democrata atual para implantação de um sistema Liberal Austríaco. Há quem defenda o gradualismo, como era meu caso quando escrevi o artigo prevendo essa situação há um ano, onde as mudanças são lentas e graduais, utilizando-se o sistema político atual, sem grandes cismas. E há quem defenda o brutalismo, uma ruptura brusca em todas as características de Estado Assistencialista atual. Meu caso atualmente, e explico-me. O que vimos na Argentina foi como escrevi, um pseudo-Liberalismo, com derrocada previsível. Mas minha esperança era que “los hermanos”, ao verem a situação calamitosa, fossem correr e exigir a aplicação das teses liberais de fato. Qual minha decepção? Verificar que, na primeira oportunidade, o povo pede socorro aos populistas cheios de promessas socialistas. Triste, porém previsível, tal qual a síndrome de Estocolmo onde os reféns se apaixonam pelos sequestradores. Por essa razão, não há outro modo de se implantar o Liberalismo num país acostumado ao assistencialismo coletivista que não seja via ruptura brusca e direito de se experimentar a meritocracia e enriquecimento de todos, via natural desigualdade dos homens. O presidente Jair Bolsonaro, que vem de fato estudando Liberalismo a fundo via leitura de Bastiat, Mises, Hoppe, Rothbard e outros, não pode fraquejar e se acovardar frente à constatação clara de que o gradualismo não funciona muito bem abaixo da linha do Equador. Deve colocar em prática todas as ações liberais de forma abrupta, tal como porte de arma irrestrito, direito inalienável de defesa, fim de impostos sobre a propriedade privada, tal qual IPTU e IPVA, redução drástica do estado, acabando com todos os modelos assistencialistas, e por fim, fechando o Banco Central do Brasil e o BNDES, e se alguém boquejar feche também o Congresso e o Supremo. Ou é isso, ou assistiremos a uma novela Argentina em solo Brasileiro.
Rodrigo Andolfato é membro do ilan
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