Opinião

Bico 2.0 - Por Amanda Antonon

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Também conhecido como "bico virtual", a ação que cresce cada vez mais entre os brasileiros nada mais é do que o trabalho autônomo ou freelancer de quem busca complementar ou aumentar sua renda. Atualmente, diversos empreendedores que começaram seus bicos no desespero construíram maturidade no negócio e conquistaram independência financeira através da venda de produtos e serviços online. Segundo um levantamento do Serasa Experian, a cada 10 segundos nasce um MEI no Brasil, ou seja, os microempreendedores individuais. Com a facilitação para obter um CNPJ, trabalhos alternativos crescem e encorajam os cidadãos a buscar novos formatos de geração de renda.
Por conta da associação da palavra, muitos acreditam que bico se remete à venda de produtos como artesanato ou o famoso "quebra-galho". No entanto, trabalhar e se manter de forma autônoma tornou-se uma alternativa viável e interessante para diversas áreas e tipos de empreendedores. Os chamados freelancers, ou trabalhadores independentes, oferecem serviços desde design, programação, construção de sites, gestão de redes sociais, consultoria jurídica e até mesmo atendimento nutricional. As barreiras físicas se tornam cada vez mais distantes com o auxílio de ferramentas de conversação online como Zoom, Appear.In, Google Hangouts e até mesmo o bom e velho Skype. Diversas áreas de atuação têm buscado se renovar e oferecer vendas online para atingir mais consumidores por todo o país.
Para muitos, a principal razão do aumento exponencial dos chamados "bicos virtuais" é a crescente taxa de desemprego brasileira, que ultrapassa os 12%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sem dúvida, a necessidade de renda em momentos de crise é o motivador de muitos empreendedores dos mais variados segmentos a embarcarem numa jornada de vender e prestar serviços online. No entanto, há uma grande porcentagem de participantes desse movimento que decorre de uma nova onda crescente: o fim dos empregos fixos e o aumento da chamada "cultura freelancer", os famosos trabalhadores autônomos.
Amanda Antonon é especialista em Marketing

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