Araçatuba

Operação fecha abatedouro irregular de aves em Araçatuba

Por Redação |
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VIGILÂNCIA Foram feitos o auto de infração, a autuação, apreensão e descarte do material, que é inservível para o consumo humano/ Regional Press
VIGILÂNCIA Foram feitos o auto de infração, a autuação, apreensão e descarte do material, que é inservível para o consumo humano/ Regional Press

A proprietária do imóvel onde Policiais Civis do GOE (Grupo de Operações Especiais) fecharam, na tarde desta quarta-feira (24), um abatedouro de aves clandestino, e dois ajudantes que trabalhavam no local no momento em que a polícia chegou, ficaram detidos em flagrante. O caso já vinha sendo denunciado há meses e segundo vizinhos, a Vigilância Sanitária do município, apesar de sempre ser alertada, inclusive com denúncias formais, nunca tomou providências com relação ao caso.

O abatedouro funcionava em uma residência na rua Manuel Baltazar Sobrinho, no bairro Umuarama, em Araçatuba. Os investigadores foram ao local após uma denúncia anônima e flagraram o momento em que as aves eram abatidas e estavam sendo preparadas. A Polícia Militar também esteve no local acompanhando a ação.

Na residência, cerca de 200 aves foram abatidas somente nesta quarta-feira. Os abates eram feitos manualmente, com facas, sem qualquer higienização. As aves eram vendidas como frango caipira, mas segundo a polícia, as aves eram velhas, produtos de descarte de granja.

No local havia quatro pessoas, sendo a dona da casa, uma mulher que reside no bairro Atlântico e dois rapazes. Cada um tinha uma função na "linha de abate". A casa funcionava apenas como abatedouro, e a reportagem apurou que depois uma picape Montana e um caminhão 3/4 passavam recolhendo as aves já embaladas, prontas para comercialização em Araçatuba e outras cidades da região.

Na residência havia também muitos tambores com vísceras das aves, o que deixa o ambiente repleto de moscas, além de muito mal cheiro.

A polícia acionou a perícia e a Vigilância Sanitária e o material foi encaminhado para destruição. Somente com a ação da Polícia é que fiscais da vigilância estiveram no local. Também foram apreendidos produtos utilizados para coloração das carcaças.

Várias aves abatidas estavam jogas em meio a vísceras, penas e diversos baldes estavam cheio de visceras. O local também era infestado por moscas varejeiras que ficavam sobre os frangos abatidos.

DENÚNCIA

No dia 5 de junho o Regional Press havia feito reportagem com a reclamação de vizinhos deste mesmo local devido ao forte mal cheiro provocado pelas vísceras das aves abatidas, que eram deixadas no quintal da residência e também descartadas em um terreno baldio ao lado do imóvel. Moradores também se queixam da falta de posicionamento da Vigilância sanitária, que, segundo eles, nunca tomou providencias com relação as reclamações.

Em 2017 já houve uma ação semelhante no mesmo imóvel e um morador chegou a ser detido na época. mas o problema continuou.

VIGILÂNCIA SANITÁRIA

No dia 11 de junho de 2019, foram acionados a Vigilância Sanitária Municipal, a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMMAS) e o SIM (Serviço de Inspeção Municipal) da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agroindustrial (SMDA).

No endereço, houve a tentativa de ação da Prefeitura Municipal, mas a moradora impediu a entrada da equipe e apenas foi possível fazer um auto de infração por obstrução, entregue à munícipe. Nesta quarta-feira (24), foi feita denúncia à Polícia Civil, que acionou a V.S. e foram feitos o auto de infração, a autuação, apreensão e descarte do material, que é inservível para o consumo humano, dadas as condições insalubres do local onde era feito o abate e preparação da carne a ser revendida.

O processo era feito de maneira irregular, sem autorização da Vigilância Sanitária, e todo o material apreendido na operação foi inutilizado e encaminhado a descarte no aterro sanitário municipal, com acompanhamento da Polícia Civil e apoio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos e da empresa Monte Azul Ambiental.

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