Artigo

A popularidade do Nazismo no streaming - Por Fernando Verga

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

O acesso a material audiovisual pela internet teve sua grande revolução com o lançamento do YouTube, há 14 anos. Não é mentira quando dizem que você pode encontrar de tudo na plataforma. Tente e comprove por si mesmo. Um dos tipos que mais me intriga são os filmes nazistas, aqueles produzidos realmente por Hitler e sua gangue entre 1933 e 1945. Sim, é possível assistir aos discursos de ódio, desfiles e toda a tentativa de glorificação do líder nazista pelo YouTube, Netflix e outros.

Há uma grande oferta de material sobre a Segunda Guerra Mundial, como os famosos filmes de propaganda nazista, a propaganda de guerra norte-americana, a russa, a italiana, documentários, cinebiografias, séries… Tem muito material sobre o culto à personalidade de Hitler, alguns do ponto de vista crítico e educativo, outros de cunho ideológico e doutrinador. Afinal de contas, a democratização do acesso também democratizou a produção, uma vez que qualquer receptor também pode ser emissor na rede. Além dos canais de streaming, você encontra diversos filmes de propaganda nazista em lojas de DVDs, alguns em edições especiais para colecionador. Eu já adquiri alguns para fins educativos. É intrigante pensar que este conteúdo é tão acessível, uma vez que na Alemanha, onde muitos foram feitos, eles são proibidos. Em 2014 a propaganda nazista voltou a polemizar na Alemanha com o documentário Verbotene Filme (Filmes Proibidos), do diretor Felix Moeller. O trabalho discute os “filmes com restrições”, 46 obras nazistas que têm seu uso restrito no país, sendo exibidas com rígidos protocolos apenas por instituições culturais. Há quem apoie o banimento e há quem relativize sua eficácia, como mostra o documentário, já que na internet é possível encontrar boa parte desse material.

Fato é que se tratam de produções que ainda exercem impacto através de suas imagens, o que pode ser um gatilho para uma mente menos atenta. Sua popularidade e oferta, mesmo em canais pagos de streaming, mostram que há uma busca significativa por informações sobre o assunto. Eu noto este tipo de comportamento de consumo com fé de que seja para aprender a combater melhor coisas como o Nazismo.

Fernando Verga é jornalista

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários