Araçatuba

'Ceará' pega 6 anos de prisão por lesão corporal seguida de morte

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
FÓRUM Julgamento começou às 09h, e terminou por volta das 13h/ Arquivo/ FR
FÓRUM Julgamento começou às 09h, e terminou por volta das 13h/ Arquivo/ FR

A Justiça de Araçatuba condenou o pedreiro Paulo José da Silva, "Ceará", a 6 anos e 2 meses de prisão, em regime aberto, pela morte do morador de rua Pedro Fernandes da Cunha, em julho de 2016. O julgamento durou cerca de quatro horas no Fórum de Araçatuba, nesta quarta-feira (3).

As teses da defesa foram negativa de autoria, absolvição e desclassificação. As duas primeiras foram rejeitadas e a terceira acolhida por 4x3 pelos jurados, desqualificando o crime de homicídio para o de lesão corporal seguida de morte. Como o réu estava preso a cerca de 3 anos, ele vai terminar de cumprir a pena em liberdade.

A Promotoria, que denunciou Paulo por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e uso de meio cruel, disse que ainda não decidiu se vai recorrer, ou não, da decisão.

CRIME

O crime aconteceu em uma casa abandonada na rua Newton Prado, onde a vítima e uma testemunha costumavam dormir. "Ceará" morava ao lado deste local e um dia antes, segundo testemunhas, teria discutido com Pedro. De acordo com a denúncia, o réu pediu que o morador de rua cuidasse da casa dele e ele teria perdido as chaves da residência.

Na madrugada do dia seguinte, ele foi até a casa onde a vítima dormia e a surpreendeu com vários chutes. A testemunha, que também dormia no local, acordou com o barulho das agressões e com os pedidos de socorro do colega. Para defender Pedro, ainda segundo a denúncia, a testemunha chutou o pedreiro, e ele fugiu.

A polícia foi chamada e encontrou a testemunha que contou sobre as agressões e levou os policiais até a casa onde aconteceu o crime. O morador de rua foi socorrido pelo resgate do Corpo de Bombeiros e levado ao pronto-socorro da Santa Casa de Araçatuba, mas não resistiu.

Em patrulhamento, a polícia conseguiu prender o suspeito pelo assassinato momentos depois do crime. Apesar de ter negado a autoria, ele foi reconhecido pela testemunha, levado para o plantão policial e teve a prisão em flagrante determinada. Paulo ficou preso até dia do julgamento.

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