Criada no Brasil, a modalidade dos 5 Tambores não é das mais conhecidas, mas quem disputa garante que a adrenalina do início ao fim. Após a fase classificatória, onde ocorre a tomada de tempo de todos os conjuntos, começam os “mata-mata” para definir os vencedores da categoria. “A chave é formada pelo melhor tempo contra o pior tempo”, explica a veterinária Michele Fabíola Holetz, 35 anos, da cidade de Rodeio, SC, que compete nos 5 Tambores há 4 anos.
Mika, como é mais conhecida, começou a montar aos 4 anos de idade, no pelo (sem sela). “Foi assim que eu adquiri muito da minha habilidade”, explica a veterinária que também compete nas modalidades de 3 Tambores, Ranch Sorting, Baliza e Maneabilidade e Velocidade, além de Performance Halther (prova de conformação para cavalos que são atletas).

Segundo a treinadora Mayana Muniz, a prova exige resistência, velocidade e adestramento. “É disputada simultaneamente por dois conjuntos (cavalo e cavaleiro), que devem fazer o menor tempo possível”, explica ela que diz que a modalidade é bem interessante, com regras singulares e “oferece uma adrenalina igual ou maior que as demais provas”.
Assessor e treinador, Wagner Simionato, 53 anos, de Bauru, SP, é competidor desde 1980. Convive com cavalos “pelo prazer de montar e pela adrenalina das provas”.
Além de competidor de 5 Tambores, também participa das modalidades de 3 Tambores, 6 Balizas, Maneabilidade e Velocidade, Laço em Dupla, Laço Individual, Wester Pleasure, Rédeas, Conformação, Apartação e Team Pening.
“A adrenalina e o prazer de dominar um animal várias vezes maior do que você” é o que lhe motiva a permanecer nas competições e também no treinamento de cavalos Quarto de Milha.
Ele, que também é criador, herdou do pai o amor pelos cavalos. “Ele era um apaixonado por esses animais”, explica. Segundo Simionato, um fator muito importante para que o conjunto seja bem sucedido é a resistência do cavalo, já que são disputadas várias “provas” em uma única categoria. O brete, lugar de onde saem os conjuntos para iniciar o percurso, também é algo que influência. “O cavalo deve ser calmo”.
Para o treinador, que pratica a modalidade desde que ela foi criada, é uma prova de estratégias também. Pela regra, na tomada de tempo, a pista já está montada, possibilitando a escolha de qualquer um dos lados para fazer o percurso (já que os cavalos têm sempre um lado “melhor”). Já quando a competição se dá em dupla, quem tem o melhor tempo pode escolher correr do lado em que o cavalo do adversário é melhor, reduzindo as chances de vitória do oponente.
ENTENDA A PROVA
O percurso é formado por cinco tambores dispostos em linha reta. O conjunto sai do final da pista, dispara a fotocélula e tem início a contagem do tempo. Correndo em linha reta até o último tambor, o conjunto faz o contorno deste, sentido linha de partida, e passa a contornar cada um dos obstáculos, indo até a linha de partida e voltando em direção ao primeiro tambor que foi contornado no início da prova, faz o contorno deste e volta em linha reta (entenda melhor o percurso no gráfico nesta página). Cada conjunto faz a sua tomada de tempo dentro de sua categoria, individualmente, utilizando-se a fotocélula. Desta tomada de tempo, saem as chaves de disputa onde o maior tempo disputa com o menor tempo. Este “mata-mata” ocorre até que sobrem apenas dois competidores que decidirão entre si quem será o campeão da categoria. Se houver número ímpar de competidores na tomada de tempo, o maior tempo é automaticamente desclassificado para a formação das chaves. Quando do “mata-mata”, não se utiliza mais a fotocélula, ganhando quem cruzar primeiro a linha de chegada.
A prova deve ser limpa e, caso ocorram penalidades, vence que tiver derrubado menos tambores. Se as penalidades forem iguais, vence quem chegar primeiro. Caso o conjunto faça o percurso de maneira errada, pode ocorrer desclassificação.
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