Artigo

A Mulher e a Vida Espiritual - Por Helena Abel

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Há mais de 2 mil anos, houve mulheres extraordinárias que tiveram influência direta na história, cada qual a sua maneira, de prostitutas à rainha, e que perdura até hoje. A mulher que deixou a família e acompanhou o marido em busca da terra prometida, a nora que assumiu a incumbência de cuidar da sogra, a moça que aceitou seu destino para salvar o seu povo, a prostituta que salvou a sua família por acreditar que seria possível, a mulher discriminada por não ter filhos, mas não desistiu do seu sonho de maternidade, a mãe que deixou o filho ser criado por outra para um bem maior, a menina que aceitou o maior desafio - gerar um filho que salvaria o mundo -, a prostituta que mudou de vida quando encontrou um propósito. O que todas tinham em comum? Elas buscavam o equilíbrio em sua vida pessoal, emocional e espiritual e foram capazes de passar por situações pelas quais, muitos nos dias atuais, podem não compreender de onde vinha essa força. Buscar esse equilíbrio nem sempre é fácil, uma vez que nem todos ao seu redor contribuem. Essa mulher trava uma luta diária para que nada possa atingir o seu mundo. A mulher forte não é a que carrega o mundo nas costas, mas a que busca em Deus a força necessária para o dia a dia, que chora quando ofendida, ameaçada em sua individualidade, quando falta o respeito por sua pessoa, é a que tem o dom de anular a si mesma para que os outros possam se sobressair, é a que engole o choro e esconde as lágrimas para que ninguém veja a sua fraqueza. O que as mulheres atuais precisam é olhar o exemplo das mulheres do passado, ter leveza, uma dose imensa de sabedoria, de doçura e assim também fazer história. Cada uma delas soube usar sua qualidade em benefício próprio. Elas tinham um motivo para passar por tudo com resignação. Nos dias atuais também há mulheres que fazem história, mas muitas usam o poder o que acaba as distanciando dos seus familiares e até delas mesmas. As mulheres modernas deveriam ter outro olhar para si, ter em mente que a doçura convence mais do que a truculência, que podem ser poderosas usando arma mais eficaz e que elas devem ter uma vida de oração e assim descobrir que a fé é um poder que ninguém pode tirar delas.

Helena Abel é coach para mulheres

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