A décima primeira turma de teatro do Senac Araçatuba apresentará o espetáculo “Terra Plana” como trabalho de conclusão de curso no dias 25, 26 e 27 de junho, no Centro Cultural Um e Outro, às 20h30. A peça foi criada a partir de um processo colaborativo dos atores e atrizes, alunos do curso, que propuseram as cenas e alimentaram a dramaturgia autoral para o processo de montagem das cenas.
Segundo o docente e diretor da peça, Heitor Gomes, o percurso para a montagem do espetáculo se iniciou em abril e é fruto de duas unidades curriculares. “A primeira diz respeito sobre a experimentação de cenas, leituras de textos e criação da performance. A última é a realização da montagem teatral”, explicou.
Ele comentou que a turma se reuniu e discutiu sobre qual seria a linguagem e expectativas que tinham em mente, o que mostrou um desejo da maioria em discutir a respeito dos comportamentos humanos, estado de competição, disputa e brigas por territórios. “Questões ligadas à passionalidade, instintos, amor e como isso tem se manifestado atualmente foi algo discutido. Elaboramos então uma maneira para conseguirmos falar sobre tudo isso nos dias atuais para dar conta da nossa humanidade ou falta dela. As pessoas já não conseguem mais dialogar, há brigas, falta de escuta, disputa para saber quem tem mais razão que o outro… Diante disto, pensamos em trabalhar uma linguagem mais grotesca e o teatro do absurdo”, explicou o docente.
TEATRO DO ABSURDO
O teatro do absurdo é uma designação criada em 1961 por Martin Esslin, que tentou agrupar peças de obras da dramaturgia que tinham como ponto central o tratamento inusitado de aspectos inesperados da vida humana.
Gomes destaca que no período da história do teatro do absurdo o sentimento de falta de comunicação, de inabilidade de se adequar a alguns ambientes era muito evidente. “Como referência, nós assistimos aos filmes ‘Relatos Selvagens’ e ‘Deus da Carnificina’ em sala de aula e também usamos a peça do autor Eugène Ionesco, ‘Os Rinocerontes’”, explica.
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