Em artigo da penúltima sexta-feira, apresentamos um tema do livro com o título “O poder de uma boa conversa”, do autor Alexandre Henrique dos Santos, Editora Vozes. Hoje, vamos dar continuidade ao primeiro, trazendo mais manifestações expansivas que são virtudes positivas, como condição de ter boas chances de crescer durante uma conversa. No artigo anterior trouxemos Conhecimento de ti mesmo; Bom Humor; Sentido de missão pessoal e Amor; hoje trazemos Autoestima, Coragem, Disciplina, Gratidão, Paciência e Empatia.
Autoestima: em todo processo de crescimento saudável é possível identificar a autoestima desempenhando bem sua função. Ela pode ser concebida como a síntese de três importantes componentes; amor próprio, autoimagem positiva e autoconfiança.
Coragem: Aristóteles considerava a coragem a rainha das virtudes. De acordo com o filósofo grego, só ela torna as outras virtudes possíveis. Para que alguém seja honesto e justo, por exemplo, precisa ser antes corajoso. Mas dependendo do ambiente onde esteja, precisa ser muito corajoso.
Disciplina: a facilitação atribui à disciplina papel estratégico na espiral de expansão da consciência. Sob inúmeros ângulos, educar é disciplinar. A questão aqui é; quais as conquistas realmente extraordinárias da humanidade obtidas sem um mínimo de organização e método?
Gratidão: quem é capaz de expressar gratidão revela uma nobre faceta do seu modelo mental. Para qualquer conversador, acompanhar essa força expansiva resulta duplamente gratificante; primeiro, porque quem se reconhece beneficiado por algum gesto, palavra ou favor de outrem dá mostras de retidão e humildade e isso por si só é grandioso; segundo, porque o agradecimento resulta em um dos gestos mais desprendidos, bonitos e dadivosos. Como nos versos da canção que a voz de Mercedes Sosa tornou universal; “Gracias a La vida, que me há dando tanto…”.
Paciência: as pessoas pacientes mantêm um acordo secreto com o tempo. Ele passa por elas numa cadência insondável, sem queixa, sem ansiedade, sem apuro. Agostinho, o santo católico, predicou que a “recompensa da paciência é a paciência”. Com outras palavras, o cineasta sueco Ingmar Bergman disse o mesmo: “A paciência é a única virtude que requer uma moral inabalável”. A paciência também atende pelo poderoso nome de esperança, não há nada a se fazer aqui além de aguardar. Porque esperança do verbo esperar é passiva e dominada pela inércia. A esperança provém do verbo esperançar – que consiste em um aguardar ativo e, embora moderado, pleno de afazeres.
Empatia: quando encontramos uma pessoa empática, a troca acontece e nem se nota o correr das horas, e no seu final, os envolvidos estão nutridos e fortalecidos por uma energia limpa, tão fácil de sentir quanto fácil de explicar. A boa conversa acontece em mão dupla, como deve acontecer.
Considerações Finais: Olhar nos olhos do interlocutor. A cultura latina costuma interpretá-lo como sinal de autoconfiança. Postura ereta. Gestos fluentes e definidos e Quietude relativa.
“O silêncio, tal como a modéstia, ajuda muito numa conversação” (Montaigne)
“Uma boa conversação deve esgotar o tema, não os interlocutores (Churchill).
Gervásio Antônio Consolaro é ex-delegado Regional Tributário e assessor executivo na Secretaria Municipal da Fazenda
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