"Lefta yparchoun" (Há dinheiro!) Grito de guerra de Papandreou
Esta frase foi o slogan de campanha de George Papandreou.
Ele era filho e neto de primeiros ministros. Os Papandreou foram uma família de políticos gregos socialistas que afundaram a Grécia.
Toda criança grega lê Homero na escola. Assim, estas crianças estão familiarizadas com a lenda de Scylla e Charybdis, da Odisséia de Homero.
O marinheiro Odysseus, voltando para casa após a Guerra de Troia, se depara com uma escolha desesperadora: de um lado está o monstro Scylla, que rasgará seu navio e comerá sua tripulação. Do outro, o redemoinho Charybdis, que vai sugar todo o seu navio até as profundezas.
Os eleitores gregos, infelizmente, nas últimas eleições, escolheram Charybdis e foram tragados para um estado social interminável e com um imenso buraco orçamentário. Em outras palavras, o estado de bem-estar social é 100% responsável pela crise fiscal grega. Roberto Campos brincava dizendo que a maioria dos políticos pensa que o orçamento público é uma vaca que pasta no céu e pode ser ordenhada na terra.
É o que acontece na Grécia. E pior, aqui, o setor privado enfrenta fortes restrições: Uber só funciona em taxi e é proibido em carro particular!
Acredite ou não, o governo grego decidiu que os pedófilos são "deficientes" e, portanto, merecem dinheiro do governo.
Além deles, o Ministério do Trabalho grego incluiu exibicionistas, cleptomaníacos, piromaníacos, jogadores compulsivos, fetichistas e sadomasoquistas.
Eles foram incluídos para fins de avaliação médica e utilizados como um indicador para a alocação de assistência financeira. Eu espero que rapidamente o gregos entendam que molestadores de crianças deveriam estar na cadeia, não recebendo doações pagas pelos contribuintes.
O Brasil deveria olhar com mais atenção para a Grécia. A Grécia é um dolorido exemplo de que todo governo deve impor um limite para os seus gastos. É isto que garantirá uma disciplina fiscal permanente.
Antonio Cabrera Mano Filho é ex-ministro da Agricultura
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.