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A indiferença mata esperanças - Por Luiz Carlos Barros Costa

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

Atualmente, está em crescimento o número das pessoas indiferentes? Com o avanço cibernético, as atenções são magnetizadas pelas telas coloridas e pela dinâmica deslumbrante dos vídeos de gostos diversos.

Mata-se a ação e retira-se o foco da atenção ao trabalho, às tarefas, como se milhões de falsos brilhos encantassem as mentes invigilantes. É como se um torpor tomasse conta das mentes distraídas, como num estado mórbido, que as domina pouco a pouco.

Essa indiferença com o tempo produtivo anula as motivações à criatividade, que somente surgem quando a atenção é esmerada e profunda a qualquer ação produtiva.

É como se os modernos cultores dos portais eletrônicos estivessem em estado de transe, sem condições de se libertarem. Não ouvem, não querem ver o real, apenas o fantasioso.

O indiferente pode ser inteligente, mas não consegue pensar de forma elevada, pensa pequeno demais. Ele pode até ter sentimentos, mas quais deles? Existem sentimentos bons e ruins. Tem coração, mas está gelado às emoções nobres e sutis.

Nunca se deve confundir uma pessoa resignada com o comportamento indiferente. Porque a resignação eleva, ilumina, tranquiliza, mas a indiferença é conduta covarde, plena de paixões inferiores.

É um dos comportamentos mais lesivos aos relacionamentos humanos, de qualquer natureza. No dia a dia surgem os indiferentes, em razão da viciação mental, pelas educações superprotetoras, pois foram educados a não se preocuparem com os simples mortais. Viciação mental é tóxico anestesiante.

Esses indivíduos apresentam comportamentos psicopatológicos, frios e calculistas, principalmente com as pessoas sem as etiquetas sociais, sem as grifes, sem as marcas com fino glamour.

Os conflitos surgem, abundantes, em suas almas doentias, com matrizes determinadas pelas decepções existenciais, pelos traumas inconfessos. Via-de-regra valorizam o transitório domínio do secundário, do material, afastando-se das essenciais conquistas da moralidade, da arte, do espiritual.

Estacionam-se no egocentrismo, sem maturidade psicológica, procurando inferiorizar os outros, para elevar-se em degraus de fantasia e de perturbação. Exceção necessária às indiferenças tormentosas ou doentias, dos que sofrem das distonias psíquicas, vitimados pela depressão, pela ansiedade, pela síndrome do pânico, pelo TOC.

É preciso compreender que todos precisam de todos, pois a vida tem um movimento constante e intérmino, bem como imprevisível.

Como sair dos comportamentos indiferentes?

Primeiro, conscientizar-se de que se encontra em solidão, esvaziado de emoções superiores. Aplicar, na vida íntima, a terapia da mudança dos seus interesses frágeis e vazios. Despertar o sentimento às alegrias reais e à conquista de emoções verdadeiras.

Observar o seu íntimo e concluir que chegou a hora de repaginar o seu projeto de vida e partir para novas tentativas gratificantes, porque são verdadeiras, sem máculas.

Viver o amor, na busca da felicidade sem mescla, sem permutas interesseiras, sem o infeliz jogo da paixão desprovido de sentimentos.

Produzir o bem sem qualquer troca imediata, sem a tradicional gratidão obrigatória, a fim de conquistar a emotividade legítima e a terna e duradoura paz de espírito.

Retire as algemas dos interesses primários, não se enferme. Viva a alegria dos sentimentos superiores, que felicitam, de forma contínua.

Atenção: observe o próximo que se aproxima. Ele é o portal da sua alegria, desde que o alegre. Ele poderá auxiliar na solução dos seus problemas, desde que o envolva de forma empática e acolhedora.

Indiferença, jamais!

Indiferença: como superá-la. Eis o tema de minha palestra nesta sexta-feira (14), a partir das 20 horas, na Aliança Espírita Varas da Videira, em Araçatuba, na sequência das comemorações dos 70 anos de história a serviço da Doutrina Espírita (rua Bernardino de Campos, 363). Não fique indiferente…

Luiz Carlos Barros Costa é presidente da USE (União das Sociedades Espíritas) Intermunicipal de Fernandópolis e vice-presidente da Associação Espírita Missionários da Luz, na mesma cidade. Descreve esta Face Espírita/Ano 12 para publicação exclusiva na Folha da Região.

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