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A Educação e o Liberalismo - Rodrigo Andolfato

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Com toda certeza esse se trata de um dos assuntos mais controversos de todo o mundo moderno. Para aqueles que olham o mundo com os olhos da cultura mundial na qual fomos todos criados, vemos os Estados Unidos inclusive, como fomentadores de educação patrocinada pelo Estado. Como se tal fato fosse pétreo e inconteste sob hipótese alguma.

Já apanhei muito (no sentido figurado da frase) por defender o fim da Educação como direito do cidadão, sendo via de regra, tal direito “gratuitamente” concedido pelo Estado. O que ninguém entende é que não julgo a educação algo supérfluo e sem valor. Muito pelo contrário, sou um entusiasta de primeira ordem da educação. O que sempre contestei é o fato do que seria essa educação gratuita concedida pelo Estado. Será que ela vem desempenhando seu papel de colocar todos numa mesma base de conhecimento para que possam sair da vala comum no mesmo patamar? Devemos entender que grande parte da educação que realmente vale no futuro de um cidadão não provém das escolas. Provém diretamente do interesse de cada um de nós quando crianças em procurar ou não se dedicar mais que o coleguinha. Se assim não fosse, todos que estudaram numa mesma escola, privada ou pública, teriam o mesmo nível de sucesso.

Mais ainda, com o uso da internet, vem se democratizando o acesso ao conhecimento de forma infinitamente maior do que quando eu era criança. Óbvio que isso não vai tirar o papel da escola e do professor, mas tais aparelhos e trabalhadores deverão estar submetidos à regra de ouro do livre mercado, atendendo seus clientes, os estudantes, de forma que de fato lhes garanta um aprendizado moderno e engrandecedor.

Precisaremos fazer com que os pais de nossas crianças tenham emprego, para que possam ter salários, para que possam escolher onde colocar seus filhos para estudar. Não podemos ter medo do círculo virtuoso que liberta, e sim do círculo vicioso que estamos assistindo há décadas que vem criando abismos colossais entre alunos da escola pública e privada. Lembre-se que, se o Estado de fato não acreditasse que educação é uma mercadoria, ele não permitiria escolas privadas.

Rodrigo Andolfato é membro do Ilan

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