Tsunami é uma onda gigante, gerada por distúrbios sísmicos, que possui enorme poder destrutivo quando chega à região costeira. O termo “tsunami” provém do japonês por meio da junção de “tsu” (porto) e “nami” (onda), significando onda no porto ou maremoto.
O tsunami decorre principalmente do atrito das placas tectônicas que formam o fundo dos oceanos. A tensão entre duas placas pode aumentar até que uma deslize sobre a outra “levantando o piso do mar” e originando ondas de baixa altura que se deslocam a 800 Km/h.
Quando essas ondas chegam ao continente diminuem de velocidade, adquirem altura de até 30 metros e invadem a região costeira causando morte e destruição. Se o atrito entre as placas ocorre no solo (e não no fundo do mar) temos os terremotos.
Os países que mais sofrem com esses abalos sísmicos são a Indonésia e o Japão, pois estão situados no Anel de Fogo do Pacífico, ou seja, próximos à junção de várias placas tectônicas que, em se atritando umas contra as outras, desencadeiam terremotos e tsunamis.
Falemos da Indonésia. Em 2018, um terremoto na Ilha de Lombok, em agosto, teve como resultado mais de 430 mortos. Em setembro, na Ilha de Sulawesi, 1.500 pessoas morreram vitimadas por um abalo sísmico. Em dezembro, as ilhas de Java e Sumatra foram invadidas por um tsunami que deixou aproximadamente 550 mortos, 1.500 feridos, 600 edifícios destruídos e 400 navios e barcos danificados. Em 4 meses, quase 2.500 mortos. Mas nada se compara ao tsunami que em dezembro de 2004 matou mais de 220.000 pessoas. Por que essas coisas acontecem? Por que tanto sofrimento? Onde está Deus?
Na década de 1970, o filósofo e sociólogo alemão Herbert Marcuse, ateu e materialista, compareceu num encontro de religiosos na Europa e fez as seguintes perguntas: Por que Deus não impede o sofrimento dos seus filhos? É porque não consegue impedir ou é porque não quer impedir? Os religiosos não sabiam o que responder e Marcuse foi embora, sentindo-se vitorioso.
Mas a Doutrina Espírita tem respostas para as perguntas de Marcuse. Deus pode impedir esses sofrimentos. Se Jesus fez cessar uma tempestade em curso, Deus pode impedir que um tsunami se inicie. E por que não impede? Porque através de suas existências o homem tem cometido erros tenebrosos; e a Lei do Karma ou Lei de Causa e Efeito tem que ser cumprida.
Na atualidade, milhares de pessoas são vitimadas por abalos sísmicos porque contraíram débitos coletivos em outras reencarnações, quando transgrediram as leis de Deus por atos próprios ou em apoio a líderes sanguinários. Agora, são submetidas a resgates coletivos, já que assim determina a Lei de Causa e Efeito.
E hoje, aqueles que primam pela legalização do aborto, descriminalização da maconha, corrupção, contraem débitos coletivos com os que lideram esses ideais. O dia do resgate coletivo virá, em reencarnações futuras. Ainda teremos muito sofrimento na Terra…
Com a permissão de Deus!
Você não acredita? Isso é o de menos. As leis de Deus não dependem de nossas crenças.
Palestra “Tsunami” será proferida nesta sexta-feira (7), a partir das 20 horas, na Aliança Espírita Varas da Videira, em Araçatuba, na abertura das comemorações dos 70 anos de história a serviço da Doutrina Espírita (rua Bernardino de Campos, 363). Gratuita.
Pedro Bonilha é escritor e fundador da Associação Espírita Chico Xavier, em Jales. Descreve esta Face Espírita/Ano 12 para publicação exclusiva na Folha da Região.
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