Artigo

Quando é preciso nascer de novo - Por Marcelo Prates

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
BRNPAR
BRNPAR

Viemos a este mundo com a missão de servir, contribuindo com nossos dons e talentos para a construção de um eterno vir a ser, sempre melhor, mais humano e feliz. No entanto, é claro que nem todos partilham desta feliz responsabilidade e se dedicam a esperar que pessoas e circunstâncias lhes sejam favoráveis, sem nada a oferecer em retribuição ao bem que desejam. Lembro-me de pessoas consideradas “casos perdidos”, nas quais ninguém apostava um tostão em razão de suas características enormemente destrutivas. A primeira característica destrutiva encontrada frequentemente nos tais “casos pedidos” é a lamúria. Reclamar de tudo e de todos, sentir-se injustiçado e perseguido é prova de uma mente obtusa e egoísta, é uma covarde acomodação que drena a esperança e a positividade. A segunda característica é o ressentimento. Remoer infelicidades passadas é algemar-se às dor original, o que não permite qualquer avanço em direção a novas possibilidades e soluções. Uma terceira característica presente naqueles que perderam a credibilidade é o sentimento de inferioridade. Julgar a si mesmo em posição desfavorável em relação a qualquer desafio ou pessoa é convidar fantasmas, pois significa abandonar a força e a coragem, o que só aumenta a opressão interior e o poder de terceiros. A derradeira característica dos “casos perdidos” é a falta de autoconfiança e de fé. Querer ter, sem ser, é o erro básico da cultura de massa. Assim, para ter o carro zero, a casa ou bons relacionamentos é preciso consciência para atribuir a si mesmo o necessário para tornar-se feliz e próspero interiormente, portanto essa é uma questão de foco e de fé. Se algumas premissas neste inicialmente apontadas provarem-se verdadeiras, nosso destino é servir, nossa estrada é caminhar em a paz, para a abundância, e para o viver solidário. Então, o que faremos com nossas acomodadas reclamações? E com nossas mágoas inesquecíveis? E quanto aos nossos íntimos desprezos e a nossa falta de fé? Estaremos dignamente preparados para compreender e aceitar a responsabilidade de nascer de novo?

Marcelo Prates é consultor empresarial

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários