O ser humano tem a necessidade ou até mesmo a obrigação de se comparar com outro ser igual, ter as mesmas características.
Vivemos num mundo em que a opinião alheia é como se fosse uma regra a ser seguida. Quando alguém por rebeldia, por não seguir a regra, se manifesta diferente, é como se essa pessoa fosse algo totalmente fora dos padrões exigidos. Nem sempre são aceitas no meio natural da vida, há necessidade de construir um mundo paralelo, onde podem ser o que quiserem.
Ser aceito no mundo idealizado pelos ditos normais é poder permear pelo mundo perfeito. Fazer parte dos normais, é ser aceito mesmo que seja somente pela aparência, que significa tanto que são capazes de fazer loucuras. Loucuras essas que há quem, pensando em melhorar, acabe ficando pior e tem sua aparência destruída por profissionais não qualificados que se aproveitam da fragilidade em que a pessoa se encontra.
O ‘ser aceito’ pela sociedade normal tem feito com as pessoas tenham comportamentos distintos. Há os que se isolam do mundo real, os que se igualam mesmo não sendo sua vontade. Os padrões exigidos se iniciam na infância, onde as crianças são condicionadas a competir umas com as outras, inclusive entre irmãos, para serem as melhores, as perfeitos, as “mais que tudo” em todas as áreas da vida. A questão é, porque não se pode ser e fazer o que de fato faz com que se sentam bem? Porque a necessidade de ser impelida a se tornar outra pessoa?
Homens e mulheres procurando serem perfeitos para se igualar, uma vaidade exacerbada, que muitas vezes leva à morte. A busca pela perfeição deveria primeiro ser relacionada à saúde das pessoas, inclusive mental, psicológica, para que se aceitem como são na sua essência. Todos podem e devem ser parte da mesma sociedade, cada um na sua realidade e não tentando ser o que não são para serem aceitos. A busca pela beleza nem sempre está ligada à aparência, há muito mais para se mostrar, há muito mais para se dizer. A busca pela perfeição não deveria ser vista como um desafio e sim como um simples desejo, uma forma de levantar a autoestima das pessoas. As pessoas que buscam na perfeição se tornar melhores, quando se olham no espelho, só veem uma imagem distorcida daquilo que elas pensaram e não as satisfez, pois o vazio que elas têm por dentro não foi preenchido pelo aparência física. São pessoas lindas, porém de almas tristes.
Bom seria se a perfeição aceita pelos normais fosse uma alma nobre, de caráter, de valores.
Helena Abel é coach para mulheres
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