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Superprodução Kardec estreia hoje

Por Redação |
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Estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros o longa-metragem Kardec, cinebiografia baseada no livro Kardec – A Biografia, do jornalista Marcel Souto Maior. Dirigido por Wagner de Assis (Nosso Lar, A Menina Índigo), o filme é protagonizado por Leonardo Medeiros, que interpreta Allan Kardec, e por Sandra Corveloni (vencedora do prêmio de Melhor Atriz no 61º Festival de Cannes, em 2008), que vive a esposa Amélie-Gabrielle Boudet, a Gabi.

A produção é da Conspiração Filmes (2 Filhos de Francisco, Gonzaga – de Pai Pra Filho, Lope), com distribuição da Sony Pictures Entertainment. Wagner de Assis também assina o roteiro ao lado de L. G. Bayão (Irmã Dulce, Heleno, Minha Fama de Mau). No elenco estão também Guilherme Piva, Genézio de Barros, Guida Vianna, Dalton Vigh, Leonardo Franco, Julia Konrad, além da participação do ator francês Christian Baltauss.

O longa-metragem mostra o cético professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, influente educador francês apaixonado pelo conhecimento científico, em sua jornada para entender a origem das mensagens que lhe são enviadas por diferentes médiuns. Em plena Paris do Século XIX, ele investiga o fenômeno das mesas girantes até tornar-se o codificador da Doutrina Espírita e assumir o pseudônimo Allan Kardec, com o lançamento de O Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857.

O momento não poderia ser mais apropriado para o resgate da memória do codificador do Espiritismo: em 31 de março último completaram-se 150 anos da desencarnação dele.

RAZÃO E FÉ

Segundo o diretor Wagner de Assis, que assinou o sucesso Nosso Lar, (2010), que levou mais de 4 milhões de espectadores aos cinemas, “a experiência é apenas um detalhe num mundo em constante mudança, que nos prova diariamente em cima de valores e sentimentos que também precisam se renovar. Digo isto porque se não for feito com paixão e amor, não será feito. Claro que ajuda muito, mas cada história ‘pede’ decisões, composições, uma aproximação especial. Não dá para ‘repetir’ processos, não dá para ‘copiar’ takes ou imagens. Tudo vai nascer do nada. Assim como o roteiro, que é um recorte decidido conforme a intuição, o conhecimento do tema, de dramaturgia. Na hora H, as decisões são tomadas e não têm volta”.

Ele afirma que “a história é absolutamente atual. Falar de razão e fé nos dias de hoje é vital. Pesquisar sobre a ótica da ciência, mas acoplar filosofias de vida humanistas também. Lidar com intolerância religiosa ou com seres humanos que precisam de responsabilidades para exercer suas mediunidades também está neste rol. Kardec vive muito pelo trabalho de caridade que se exercita diariamente nos milhares de centros espíritas, reforçando a moral de sua obra. Vive porque a melhor propaganda que se pode fazer pela Doutrina Espírita não é apenas falar dela, mas vivenciá-la de fato, em nome da verdade. Espero que isso tudo, aliado à boa dramaturgia – precisamos sempre fazer mudanças para contar bem a história – leve as pessoas aos cinemas.”

O diretor acrescenta que “neste momento em que a depressão e o suicídio crescem a cada dia, queremos dizer às pessoas que a história de Kardec valeu a pena. E que a de cada uma delas também vale a pena. Que às vezes uma ‘fogueira’ não é algo tão ruim: pode queimar livros, mas não ideias.” Wagner de Assis finaliza: “Vai valer a pena ir aos cinemas. Assim como a vida do Kardec.”

CANAIS ABERTOS

O ator Leonardo Medeiros, que faz o papel de Allan Kardec, revela que “foi uma grande honra e um precioso presente do ‘destino’ interpretar Kardec neste filme. Minha família é pioneira do Espiritismo no Triângulo Mineiro, sou sobrinho-neto de Eurípedes Barsanulfo, ou Tio Eurípedes, como se diz em casa. Cresci vendo o rosto de Kardec nas capas de O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo, edições sempre espalhadas pelos cômodos e móveis.”

O protagonista destaca que “para fazer o filme me propus a abrir todos os canais de contato com a sensibilidade sutil; foi uma experiência reveladora. Nem sempre o ator tem controle sobre o que está fazendo e aceitar isto é transformador. Todo o trabalho foi extremamente harmonioso.”

E sugere o mesmo ao público: “assim como eu, que as pessoas também abram os canais da sensibilidade e do coração, para receber toda a carga emocional do filme, sem preconceitos.” (Assessoria de Comunicação/www.zookcomunicacao.com)

Magali Bischoff, Especial para Folha da Região

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