Escrevo este artigo em caráter especial para meu público, após publicação de três notícias muito importantes dentro desses últimos 10 dias pela mídia especializada. Tais notícias podem ter passado por você sem que a devida atenção fosse lhes dada. Solicitei a Folha da Região que me abrisse esse espaço em regime de urgência pois um dos papéis cruciais de um bom economista austríaco é divulgar uma análise qualitativa dos fatos observados e as possíveis mazelas que eles trarão.
A primeira notícia que devemos anotar aqui, com certeza foi vista por todos. O desemprego voltou a subir, chegaremos nesse resultado ao final do texto. Tudo começa com a fartura de moeda e crédito fácil dado a maioria dos brasileiros nos governos petistas. Tal situação trouxe como resultado a segunda notícia que devo deixar grifada aqui: “Com 62,4%, endividamento de famílias brasileiras atinge maior patamar desde 2015 - O maior vilão é o cartão de crédito, a principal dívida de 78% das famílias. Entre os que ganham até dez salários mínimos, o percentual de famílias com dívidas foi maior, 63,5%”.
Oras! Não era o governo pai dos pobres que dava crédito fácil para a população? Lembremos que dar crédito é diferente de dar dinheiro. Dar crédito significa emprestar e no fim ter que pagar o valor emprestado com juros. Isto trouxe outro problema que apareceu no noticiário na sequência e que de fato acende a luz vermelha de atenção: “Poupança registra resgate líquido de R$ 11 bi no ano” (até agora). O que essa notícia tem a ver com a anterior? Pois bem, o país está de se descapitalizando (gastando poupança) para pagar dívidas (ou não entrar nelas). Estamos perdendo e gastando riqueza para sobreviver. O Brasil está se comprovando ficar mais pobre.
Mas então isso é culpa do Bolsonaro? NÃO! Esse é o resultado mais pernicioso da fala do culpado por essa situação: “agora pobre pode andar de avião”. Esqueceu-se de dizer a continuação da frase, que deveria ser: “mas vai pagar caro por isso”. Lula, autor da primeira frase, roubou não só as riquezas do país através da corrupção. Com o modelo de gestão assistencialista dele e sucedido por seu fantoche preferido, acabaram com o país.
O problema atual do mercado, é que com muita gente endividada a procura por clientes é a busca do santo graal. Com as famílias endividas e sem poupança o mercado consumidor desaparece. Em se desaparecendo o mercado consumidor, as empresas não vendem e, portanto, dispensam seus funcionários. E assim voltamos à primeira notícia.
Por fim, quando chegamos a essa situação, só existe uma maneira de o Estado “perdoar” devedores frente a seus credores. Inflacionando a moeda. Fazendo com que ela perca seu valor. Essa semana, Bolsonaro, saindo de uma reunião no Ministério da Economia com Paulo Guedes, alertou: “Se não fizermos as reformas, teremos que imprimir dinheiro, e daí vocês já sabem o final da história: INFLAÇÃO”.
Portanto, sem ser alarmista, e já sendo, deixo aqui um pensamento. Se você soubesse que o dinheiro vai perder ¾ de seu valor nos próximos anos, o que você faria? Que seus 100 mil reais guardados no banco vão virar 25 mil, como você se protegeria deste empobrecimento?
Não vou dar essa resposta aqui, mas tenho certeza de que se você parar para pensar, logo entenderá a situação e, com certeza, arrumará um jeito de escapar dessa “tungada” de valor monetário de sua riqueza atual, feita através de ações engendradas pelo Banco Central, orquestradas pelo Estado. Boa sorte.
Rodrigo Andolfato é membro do Ilan (Instituto Liberal da Alta Noroeste)
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