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Burger King ou coxinha de mortadela?

Por Redação |
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Campanhas publicitárias surfam na onda da divergência de opiniões para atrair clientes. Quem se lembra que em meio à votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Ragazzo, rede de fast-food especializada em salgados e vinculada ao Habib’s, lançou uma coxinha de mortadela. O novo produto fazia referência aos apelidos surgidos durante as manifestações de rua nos meses que antecederam as votações no Congresso: os “coxinhas”, favoráveis à saída de Dilma Rousseff, e os “mortadelas”, defensores da presidente.

Neste final de semana as redes sociais repercutiram a ironia feita pelo Burger King ao recente veto à publicidade do Banco do Brasil em post nas redes sociais. A rede de fast-food é conhecida por propagandas que promovem a diversidade.

Em texto publicado na sexta-feira (3), a rede de fast-food informou que está recrutando pessoas que tenham "participado de um comercial de banco que tenha sido vetado e censurado nas últimas semanas". Com isso a rede ficou entre os principais assuntos nas mídias online, alvoroçando os pró presidente e os contra Bolsonaro.

O fato é que, após a publicação, a rede de restaurantes virou alvo de campanha de boicote no Twitter por apoiadores do governo, e uma legião de defensores, já que o público-alvo da rede foi atingido da forma como queriam.

Quem lembra daquele ditado "fale bem ou mal, mas falem de mim"? Acredito que a intenção da rede de restaurantes foi exatamente essa, até porque, nenhuma propaganda é feita impensadamente, o que se visa é lucro! E hoje em dia, tudo o que é provocativo gera "debate". O Burger King conhece seu público alvo e o "boicote" não chegaria a eles. Eu gostaria de saber quanto a rede vendeu neste final de semana. Acredito que mais do que em dias "normais".

Kelly Taiacolo é jornalista

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