Na Casa da Agricultura de Buritama (SP) há lista de espera de aproximadamente 50 pessoas interessadas em participar do curso Sangria em Seringueiras, promovido pelo SIRAN (Sindicato Rural da Alta Noroeste), em parceria com o SENAR-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), com apoio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e da prefeitura. Nesta semana, 16 deles passaram três dias recebendo informações teóricas e também praticando técnicas devidamente apropriadas para extrair o látex para a produção de borracha natural.
Havia homens e mulheres, produtores que já trabalham com a heveicultura e gente que nunca atuou na atividade. O público-alvo é composto exatamente por profissionais da área e pessoas com desejo de novos conhecimentos para o mercado de trabalho. O produtor rural Jairo Dias Ledesma Ruzzante, tem uma propriedade no município com 3.150 seringueiras, e fez o curso para adquirir conhecimento. "Eu tinha noção do que fazer, mas precisava ver de perto como fazer a sangria da forma correta. Isso influencia diretamente no resultado da cultura", diz Ruzzante.
Com carga horária de 24 horas (8 horas por dia), o curso aborda teoricamente dados importantes da atividade, como os cuidados necessários com a árvore, e, na prática, detalhes que impactam a qualidade do látex. O instrutor do SENAR-SP é o engenheiro agrônomo Newton Fábio Teixeira. "Essa turma é dedicada. Todos estão demonstrando que entenderam o que passamos, e estão preparados para o mercado de trabalho".
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