Araçatuba

Salários baixos e falta de programa de plano de carreira afasta médicos do sistema público

Por Redação |
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SAÚDE Secretária diz que médicos preferem atuar nos consultórios particulares/ Isabela Lacintra/ Colaboração
SAÚDE Secretária diz que médicos preferem atuar nos consultórios particulares/ Isabela Lacintra/ Colaboração

Os baixos salários e a falta de um programa de plano de carreira afugentam os médicos especialistas que são aprovados em concursos públicos da prefeitura para trabalhar no centro de saúde do Hospital da Mulher, no NGA (Núcleo de Gestão Assistencial) e em programas como HIV/Aids.

Dos aprovados e convocados no último concurso, realizado no fim do ano passado, nenhum se apresentou para a vaga. Foram abertas oportunidades para cardiologista, cirurgião geral, dermatologista, endocrinologista, gastro, geriatria, hematologia, hepatologista, homeopata, infectologista, oftalmologista, pediatra, pneumologista, psiquiatra, reumatologista e neurologista, que neste último caso, nem teve candidato interessado pela vaga.

A dificuldade da Secretaria de Saúde de oferecer atendimento especializado em todas essas áreas é, principalmente, pelo salário oferecido. Pode parecer interessante ganhar R$ 3.520,75 por 24 horas de trabalho semanais, que podem ser dividas em dois plantões de 12 horas, mas é uma disputa injusta quando considerado o que esses profissionais podem conseguir em seus consultórios.

A Folha da Região apurou que uma consulta de 50 minutos com um psiquiatra, por exemplo, chega a custar R$ 800, em Araçatuba. O desinteresse é óbvio. Já, para aumentar o salário oferecido aos médicos, a prefeitura precisa reajustar os valores de todos os funcionários públicos.

"Neste momento estamos discutindo uma proposta de criar planos de carreira para os médicos, como existe para delegados, juízes e outros profissionais", diz a secretária de Saúde de Araçatuba, Carmem Sílvia Guariente.

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