Acabo de ler a reportagem sobre os 85 anos do Instituto Manoel Bento da Cruz, hoje EE Manoel Bento da Cruz, batendo uma saudade imensa passando um filme em nossa cabeça.
Estudei no I.E de 1964 a 1970, segunda série até o científico.
Morei no Bairro Santana, primeira casa urbana, depois de morar em vários bairros rurais , o último no Cafezópolis, especificamente na Rua Paes Leme, 98, defronte à Igreja São Benedito.
Estudava a noite trabalhava de dia.
Curso noturno, saía a pé, alcançava a rua Visconde Taunay, passava a linha férrea, rua XV de Novembro, Osvaldo Cruz, Praça Rui Barbosa, Carlos Gomes e finalmente chegava ao I.E, trajeto de cerca de 3 km.
Lembrei-me dos meus professores, do antigo ginásio e também do científico, o Diretor prof. Artur Evangelista de Souza, depois prof. Moacir Rubira, professores Sérgio Caputti de Silos, português, corretamente rigoroso conosco com as redações, depois meu professor de Direito Civil na Faculdade de Direito, Sílvio Venturolli, matemática, sabia tudo de cabeça, não levava na aula para subsidiá-lo; Getúlio, matemática no ginásio; Raul Silva, matemática, trigonometria; ocupando vários cargos municipais, mais tarde Agente Fiscal de Rendas, Kei Shiraishi, Técnicas Comerciais, Nilza Bardi Romano, Educação Moral e Cívica, mais tarde em 1983 ingressando comigo na carreira de Agente Fiscal de Rendas do Estado, Fernandão e Clineu (nissei) Física; Saburo, Abranches José e Laís, Química; Dirce e o saudoso Hermínio Zonta, Inglês; Oscar Batista, Francês; Sérgio Alves Pinto, Português, um ponto inesquecível, gratuitamente ele montou um curso de correspondências (requerimento, ofício, carta, procuração etc) às 7 h para seus alunos do curso noturno interessados; Levi e Leila Lago e Sara Barbosa, Ciências; Dalva, Desenho; Geraldo, Geografia; e outros também queridos mas que não vem à memória. Outros nomes ícones embora ministrassem aulas no período da manhã: Humberto Lubus, Português, Laureste Rufino, Francês, Valderez, Desenho, Almir e Odete Bodstein, Maria Luiz Vilella, Vilma Gottardi Guimarães, e outros não menos importantes que não vêm à memória. O Secretário de Escola Carlos Lopes, Inspetores de alunos Dona Yole Rocha Lopes, Wander e Vera e Sr. Maurício zelador do I.E.
Também não podemos esquecer do líder estudantil Genilson Senche, e sua lambreta, presidente do Interact Club, idealizador do Monumento ao Estudante, com escultura de Massato Ito, na praça Getúlio Vargas.
Os amigos, Assis Peron, Hélio Negri, Claudionor da Cunha (banha) falecido recentemente, Coutinho, José Carlos, José Luis Rosa, Nelson Roberto Marques, hoje dentista nos Estados Unidos, Mauá, Patrícia, e tantos outros.
As inesquecíveis Semana de Ciência tradicional do I.E.
As paqueras no murinho do antigo Fórum, defronte ao I.E., hoje demolido para obras da Polícia Civil Estadual.
Recordar é viver e sei que tem muita gente que vai ler e recordar também.
Gervásio Antônio Consolaro é ex-delegado Regional Tributário e assessor executivo na Secretaria Municipal da Fazenda
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