Artigo

150 anos da desencarnação de Allan Kardec

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

No dia 31 de março transcorrem 150 anos da desencarnação do Codificador da Doutrina Espírita. O fato ocorreu em Paris, no ano de 1869, entre 11 e 12 horas, quando Allan Kardec contava 64 anos de idade e estava trabalhando no escritório da Passage de Sainte-Anne.

Houve repentinamente o rompimento de um aneurisma, sendo chamado seu amigo Alexandre Delanne para um socorro, que foi infrutífero. Alexandre morava num apartamento em outra parte dessa mesma Passage. O sepultamento de Kardec foi feito no Cemitério de Montmartre. Apenas um ano depois seu corpo foi transladado para o Cemitério Père Lachaise, onde foi construído o dólmen com a famosa frase “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar tal é a Lei”. O túmulo dele, nesse cemitério histórico de Paris, continua a ser dos mais visitados.

A efeméride é lembrada em vários locais e, tradicionalmente, em Paris. A Fédération Spirite Française realiza no próximo dia 30 de março comemoração do aniversário da desencarnação - Journée Allan Kardec - no Cemitério Père Lachaise, junto ao dolmen e, em auditório, conferência sobre o tema “150 anos da desencarnação de Allan Kardec”.

Passado um século e meio, devemos analisar o impacto e a expansão do Espiritismo. Com foco em nosso país, nota-se uma grande quantidade de centros espíritas, perto de 15 mil. Embora a quantidade de espíritas declarados nos censos do IBGE seja relativamente pequena, em torno de quatro milhões, estima-se que o número de simpatizantes das ideias espíritas alcance dez mais a quantidade de espíritas declarados. A quantidade de obras de Kardec publicadas por dezenas de editoras em nosso país é vastíssima, chegando a ser o autor francês mais lido no Brasil. Logo mais, no mês de maio, será lançado nas telas de cinema o filme Kardec.

Entre muitos fatos, merece destaque que há meio século o Espírito Emmanuel homenageou as obras da Codificação, elaborando pela psicografia de Chico Xavier quatro livros: Religião dos espíritos, Seara dos médiuns, Livro da esperança, Justiça divina. Muito embora inúmeros livros de Chico Xavier se refiram às obras de Kardec.

Há poucos dias transcorreram 40 anos da desencarnação de Herculano Pires, o jornalista e filósofo paulista. Emmanuel se referiu a ele como “o metro que melhor mediu Kardec”.

Em nossos dias, face às muitas ‘novidades’, modismos e personalismos, se faz muito necessária a valorização e o estímulo ao estudo e difusão das Obras Básicas. Daí a importante Campanha Comece pelo Começo, idealizada por Merhy Seba, patrocinada pela USE-SP (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo) em meados dos anos 1970 e aprovada pelo CFN (Conselho Federativo Nacional) da FEB (Federação Espírita Brasileira) em novembro de 2014. 150 anos após a desencarnação de Kardec, a maior homenagem a ser prestada ao valoroso espírito será sempre o estudo, a divulgação e prática do Espiritismo de conformidade com suas Obras Básicas.

Antonio Cesar Perri de Carvalho é ex-presidente da FEB (Federação Espírita Brasileira), da USE-SP (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo) e ex-membro da Comissão Executiva do CEI (Conselho Espírita Internacional). Descreve esta Face Espírita/Ano 11 para publicação na Folha da Região.

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