Artigo

O sagrado feminino

Por Redação |
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Indo um pouco mais além neste Dia da Mulher, “para seguir adiante, é preciso deixar o que te puxa para trás”.

Quando muito se fala em comemorações pelas vitórias feministas que deram, até certo ponto, às mulheres a igualdade, o Ho’Oponopono ensina que todos devem se livrar das memórias negativas de raiva, ódio, mágoas, ressentimentos. Assim, pelo perdão, será possível a plenitude do presente. Guardar no passado sentimentos de inferioridade carregados de geração em geração gerará grande estagnação na vida.

Para as mulheres, é preciso honrar todas as suas ancestrais: tataravós, bisavós, avós e mães podem garantir mais felicidade. “Eu sinto muito, me perdoe, sou grato…”, pequenas palavras que podem desamarrar sentimentos de rejeição, de raiva, e fazer com que a energia da positividade seja transmutada em paz, luz, amor e confiança.

Para o sistema de Constelação Familiar, de Bert Hellinger, a mãe está intimamente ligada ao movimento de ir para a vida, da prosperidade e do dinheiro. Honrar o sagrado feminino, aceitando a mãe como ela é e não como gostaríamos que fosse é o primeiro passo para que a energia transmutadora passe a fazer parte do cotidiano. Não é à toa que Deus, em seu quarto mandamento, disse: “Honrai pai e mãe”. E quando se fala em pai e mãe traz-se à tona todos os ancestrais que vêm por trás de maneira que, um desentendimento ou fato mau resolvido há muitas gerações podem estar impactando na sua vida financeira, por exemplo.

Exercitar o poder da “libertação” pode fazer milagres! Libertar os pais do sentimento de que falharam; libertar filhos da necessidade de trazerem orgulho; libertar o parceiro da obrigação de ser um complemento; ser grato aos avós e antepassados que se uniram para possibilitar a vida; liberar todos das falhas do passado; honrar, amar e reconhecer que fizeram o melhor, naquele momento… Tais atitudes, ainda que em pensamento, ajudam a entender que a felicidade e paz próprias são a única responsabilidade de cada um. Não há como qualquer ser humano ser responsável pelo sucesso ou fracasso, nem pela alegria ou depressão do outro.

Quanto ao sagrado masculino? Podemos deixar para o Dia de Todos os Santos (risos)!

A. S. Vasconcelos é consultor de carreira

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