Daniel Gaspar Barbosa, 33, confessou à polícia ter matado a adolescente porque a família dela tem fama no bairro de ser ‘’cagueta’’. Com receio de que eles o denunciassem à polícia por estar foragido, foi até a cara de Júlia Maria para tirar satisfações e a matou. Ele disse que jogou a faca do crime fora e não sabe onde está.
Ele é procurado por não te retornado de uma saída temporária, tendo saído da penitenciária de Bauru-SP em maio de 2018. Ele cumpria pena por matar sua esposa em 2006 a facadas, na cidade de Ribeirão Preto-SP, por acreditar que ela estava traindo ele.
Ele foi preso em flagrante por homicídio qualificado, conduzido ao Plantão Policial da Polícia Civil e será encaminhado à audiência de custódia.
No Plantão Policial, ele confessou formalmente que matou a vítima com duas facadas.
*SUSPEITO:
Por que no jornalismo, o indivíduo deve ser chamado de “suspeito”, mesmo com fartas evidências de culpabilidade?
A democracia é um sistema político-cultural que valoriza o indivíduo frente ao Estado e que se manifesta em todas as esferas da relação Estado-indivíduo. Inegavelmente, leva a uma democratização do processo penal, refletindo essa valorização do indivíduo no fortalecimento do sujeito passivo do processo penal. Pode-se afirmar, com toda segurança, que o princípio que primeiro impera no processo penal é o da proteção dos inocentes, ou seja, o processo penal como direito protetor dos inocentes. Esse status (inocência) adquire caráter constitucional e deve ser mantido até que exista uma sentença penal condenatória transitada em julgado. Resumindo: até que a justiça o condene como criminoso e culpado, o jornalismo deve tratá-lo como suspeito.
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