Ano novo, vida nova. Esse é o lema da grande maioria. No início do ano é comum as pessoas fazerem suas metas, mas muitas não chegam até o objetivo final por vários imprevistos ao longo da jornada.
A psicóloga Aline Sversut Fadil explica como traçar metas sem grandes exageros, pois muitos fazem sabendo que não vão cumprir. Primeiro, ela diz que é importante ter metas na vida, pois motivam as pessoas em busca de seus objetivos. No segundo momento, diz que é preciso montar metas realistas, e que a pessoa saiba o que está ao seu alcance. "Muitos constroem metas irreais, com uma probabilidade pequena de ser realizada, como, por exemplo, ganhar na Loteria. Isso é algo que não depende da pessoa. Quando constroem metas que não depende só de uma parte pode ocorrer uma frustração por conta da expectativa não suprida."
Para que as metas se cumpram de fato, ela diz que é importante saber como chegar até o objetivo. O que fazer, o que vai mudar na rotina e na estrutura. "Não é só elaborar uma meta e esperar que ela aconteça. Vai ter um trabalho, uma mudança e todo um planejamento para que sejam, de fato, cumpridas", destaca.
Outro fato que influencia na hora de elaborar os objetivos é saber se a pessoa está fazendo algo para ela ou para que os outros a aceitem de determinada forma, como, por exemplo, emagrecer. A psicóloga conta que sempre trabalha a questão do emagrecimento e os pensamentos sabotadores. Ela diz para as pessoas que têm o desejo de emagrecer ou cumprir outra meta fazerem uma lista com as vantagens de atingirem tal objetivo. E, assim, avaliar se isso é mais para si próprio ou se as conquistas se baseiam nos padrões da sociedade.
Vitórias
Cada passo dado em direção ao objetivo precisa ser comemorado, segundo Aline. "A meta é poupar dinheiro e isso pode ser um desafio para a pessoa, já que é um objetivo. Se no primeiro mês, a pessoa conseguir poupar algo, ela precisa comemorar. Degrau a degrau deve ser festejado de uma forma que goste, mas não prejudicando o próprio alvo."
Outro ponto observado: os imprevistos ao longo do tempo. Ela diz que isso deve ser visto quando a pessoa faz o cronograma ou o planejamento do alvo a ser atingido. "É essencial saber que podem ocorrer imprevistos, mas sempre continuar buscando realizar as metas."
Ela diz também que se ocorrer algum erro, a pessoa não precisa entender como um fracasso, mas que foi uma falha. "Se no caso igual da meta de poupar dinheiro, gastou-se exacerbadamente, não é por isso que precisa desistir do objetivo. Entender que um erro é somente um erro e não precisa ser entendido como um fracasso, pois se tiver um pensamento assim é provável que deixe a meta de lado. Se não generalizar, as pessoas conseguem voltar mais rápido para o planejamento, explica."
Amor próprio
O amor próprio, de certa forma, pode acabar ajudando na hora de colocar no papel os desejos para o próximo ano. Aline diz que o amor próprio e a empatia são subjetivos, de pessoa para pessoa, mas ela trabalha com duas questões para valorizar a autoestima. A primeira é mudar o que está ao alcance de cada um e aceitar o que não pode mudar. "O processo de aceitação é essencial. Por exemplo: a pessoa diz que mudaria tudo nela, porém não pode mudar agora e está tentando emagrecer. Mas eu sempre digo para não esperar chegar a emagrecer o tanto que se quer para ser feliz", finaliza.
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