O ajudante de motorista Marcos Vinicius Matias, 25 anos, morador no bairro Jardim Pevi 2, em Penápolis, foi encontrado morto com um tiro nas costas na noite de quinta-feira (20), após atendimento a ocorrência de furto de fios elétricos na antiga usina Campestre, atualmente pertencente ao Grupo Cleaco.
O disparo que matou a vítima teria sido feito por um dos homens contratados por uma empresa particular para fazer a segurança do prédio. Ele não foi localizado.
Segundo o boletim de ocorrência, era 20h50 quando a Polícia Militar foi chamada para atendimento a ocorrência de furto de fio de cobre na usina, que fica na rodovia Raul Forchero Casasco (SP-419).
No local, os policiais foram atendidos por um porteiro e um segurança da indústria, que está desativada, o quais informaram que alguns suspeitos foram vistos furtando fios de cobre da usina.
Os policiais foram ao local informado pelas testemunhas e encontraram vários fios de cobre enrolados. Eles pediram que fosse feito o levantamento do que havia sido levado pelos ladrões e os orientaram a procurar a delegacia posteriormente para registrar a ocorrência.
O atendimento terminou por voltas das 21h10, mas às 22h30 houve novo chamado à Polícia Militar para comparecer à usina, informando que havia um homem caído no canavial.
Os policiais foram novamente à indústria e falaram com os seguranças, que disseram que apesar de ter visto a pessoa caída no canavial, não foram ao local onde ela estava por medo. Os seguranças levaram os policiais ao local, onde Matias foi encontrado já sem vida, caído de bruços.
O resgate do Corpo de Bombeiros foi chamado e, após a confirmação da morte, o local foi preservado para realização de perícia, que foi acompanhada pelo delegado plantonista.
PELAS COSTAS
Durante a perícia, foi constatado que a vítima levou um tiro nas costas, cujo projétil transfixou o corpo e saiu pelo peito, do lado esquerdo. Próximo ao cadáver havia uma serra manual com arco que, segundo a polícia, deve ter sido utilizada para cortar os fios de cobre durante o furto.
Ouvido pelo delegado, o porteiro informou que era por volta das 19h30 quando ele foi informado por um dos seguranças sobre a tentativa de furto e que no local, viu alguns desconhecidos correndo.
De acordo com a testemunha, esse segurança sacou uma arma, disparou duas vezes e depois correu atrás dos ladrões. Ela disse ainda que posteriormente ouviu mais disparos, mas não soube dizer em que condições eles aconteceram e nem onde, pois tinha voltado à portaria para acionar a polícia sobre o furto. Somente mais tarde o porteiro foi comunicado sobre o encontro do cadáver no canavial.
INVESTIGAÇÃO
A polícia apreendeu cópia do contrato da usina com a empresa responsável pela segurança do prédio e dois livros com os registros dos nomes e horários de serviço e anotações de observações sobre ocorrências, feitas pelos porteiros e seguranças.
Ainda pelo local, ficou constatado o furto de aproximadamente cinco mil metros de fios de cobre. Foi registrado um boletim de ocorrência de furto e homicídio.
A polícia tentará identificar os outros ladrões e também o autor do disparo que matou um dos suspeitos.
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