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Solidariedade, no Dia do Voluntário!

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Esta palavra - ou esta virtude - fica em clara evidência por ocasião do Natal, que está aí. Muito natural, em face ao próprio clima natalino que domina a sociedade e motiva ações em favor do próximo. Embora esteja sempre presente nas ações humanas, muitas vezes de forma oculta ou anônima, é nesse período do ano que mais há movimentações nesse sentido. É que ela, a solidariedade, é filha do amor ou da caridade. A caridade pensa antes nos outros e vai ao encontro das necessidades do próximo. Inspirada pela presença do Cristo e desenvolvida por vários de seus missionários que vieram ao planeta, ela se contagia nos corações humanos. É que nos deixamos, todos, envolver pela doce lembrança do Mestre da Humanidade, que nos pede, sim, aliviar as agruras humanas onde pudermos. Isso inclui a comida, o remédio, o brinquedo, a roupa, mas também a gentileza, o afeto, a paciência, a tolerância... Melhor que incorporássemos todas essas virtudes no cotidiano de cada dia. Muito mais que as luzes externas do Natal, que enfeitam as casas e criam os apelos comerciais, a data significa a lembrança da perene mensagem de amor. Muito mais que presentes e eventos de alimentação, que nossas atitudes reflitam as luzes interiores que vamos adquirindo com a noção do dever que temos de espalhar e viver o amor em suas várias manifestações, especialmente aquelas que atenuem, aliviem o ambiente onde vivemos, com quem vivemos. Sim, movimentemos ações solidárias, integremos equipes, apoiemos iniciativas. Aqui na cidade, como em tantas outras, em instituições, há decisões e planejamentos diversos para que não falte alimento, roupa, lazer nem carinho para quem se sente sozinho ou aflito por razões que nem sempre alcançaremos. A conhecida frase "Seja solidário para não ser solitário" é de grande expressão e devemos pensar nela. Quando nos estendemos as mãos mutuamente, nos tornamos ligados por laços indestrutíveis, onde se incluem a amizade, a gratidão e, claro, a consciência do dever. Nesse momento difícil e desafiador da Humanidade, com o império das drogas, da violência e da corrupção, ergamos a decisão de algo fazer, continuando a fazer, para levar felicidade a quem se sente solitário e aflito. Que as músicas comoventes do Natal - que já estão no ar - nos sensibilizem para as ações no bem, da caridade, do amor. Crianças, idosos, homens e mulheres, não importa. Sempre haverá alguém em conflito, com dúvidas, com dificuldades. Sejamos nós aqueles que chegam com a solidariedade do sorriso, da compreensão, do estímulo. Para fazermos a vida melhor. A reflexão ganha contornos ainda mais especiais neste 5 de dezembro, definido pela ONU (Organizações das Nações Unidas) como o Dia Internacional do Voluntário, que tem tudo a ver com solidariedade. O objetivo é incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo o mundo, que está diretamente ligado à solidariedades, à cidadania, já que envolve relação com o próximo. Muitas vezes, as pessoas estão passando por dificuldades e ouvem: Por que você não participa de algum trabalho voluntário? Isto pode ser o melhor remédio para curar, por exemplo, sensações de vazios, angústia, excesso de tempo vago e até mesmo uma depressão. "O Evangelho Segundo o Espiritismo", obra básica codificada por Allan Kardec, norteia o princípio da Lei do Trabalho por meio das máximas "Ajuda-te que o céu te ajudará" e, análoga a esta, "Buscai e achareis". "Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho do corpo, seus membros estariam atrofiados; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal; por isso, lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e achará, trabalha e produzirás; dessa maneira, serás o filho das tuas obras, delas terás o mérito e serás recompensado segundo o que tiveres feito." (Capítulo XXV, item 3). Feliz Dia do Voluntário, para todos nós! Orson Peter Carrara é escritor espírita. Descreve esta Face Espírita/Ano 11 para publicação na Folha da Região

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