Araçatuba

Joga b... na Geni, joga pedra na Geni! - Artigo

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
 Nalberto Vedovotto / Articulista
Nalberto Vedovotto / Articulista
Após este artigo, com certeza vou estar mais sujo do que a personagem da música do Chico Buarque: "Joga pedra na Geni". Ainda bem que existe a música da Luka: "Não tô nem aí, tô nem aí". Esse é o preço que pago e pagarei por dizer o que penso, agrade ou desagrade. Tenho de estar em paz com minha consciência, pois mesmo a "Geni" ter dormido com o invasor, salvado a cidade, no dia seguinte a turba voltou a cantar: "Joga pedra na Geni! Joga bosta na Geni! Ela é feita pra apanhar! Ela é boa de cuspir! Ela dá pra qualquer um! Maldita Geni!"(Chico Buarque de Holanda). Se um dia temer expressar o que penso, por conta de ameaças ou atentado, vou ficar na cama dormindo, sem por os pés no chão... Faz-se um carnaval por conta da manifestação do presidente eleito acerca do programa "Mais Médicos", que inclusive agasalha profissionais oriundos de Cuba. Quem votou em Bolsonaro no último dia 28 de outubro, o fez justamente para isso mesmo, acabar com o viés ideológico dos últimos 16 anos. Dinheiro do Brasil é para ser devolvido aos contribuintes brasileiros e não para sustentar ditaduras de esquerda, como estava ocorrendo. Se o médico brasileiro, que se formou em universidades públicas não quiser assumir o lugar dos cubanos por conta dos 11 mil reais de salário (exigem 40 mil em algumas cidades), que devolvam o diploma que conquistaram - subsidiado com o suor de cada trabalhador do país, a quem se recusam a servir. Outra coisa, o brasileiro que tem condições econômicas precisa tomar vergonha na cara. Às vezes estou num postinho de saúde (afinal sou aposentado e sobrevivo com um pouco mais de dois salários mínimos) e vejo chegar pessoas em carros 0Km, sei que alguns possuem casas de aluguel, outros donos de sítio, rancho á beira do Tietê, e os maiores "caras de pau", que até possuem cabeças de gado na fazenda! É legal? Sim! Pagam seus impostos. É moral? Não, estão tomando o lugar daquele infeliz que levanta antes do sol nascer, toma um cafezinho preto, sem pão e manteiga, vai para a fábrica e fica o dia inteiro sob um calor de 40 graus, para no final do mês receber um pouco mais do salário mínimo. Ah! Esqueci, tem até empresários que frequentam postos de saúde, vão à farmácia de medicamento de alto custo, e sujeitam-se à fila de espera de anos a fio, para se submeterem a um exame de especialidade. Se o Brasil vai mudar, como patriota você deve fazer sua parte também. Olhar-se no espelho, desenvolver a tal da empatia (colocar-se no lugar do mais pobre, daquele que não tem a quem socorrer), fazer uma análise de consciência (coloque a cabeça no travesseiro e pense pelo menos uma vez na no bem estar de seu semelhante), e não achar porque votou em mudanças, deva ir atrás de direitos individuais somente. O rombo que os esquerdistas improdutivos deixaram para nós contribuintes é quase impagável, vai exigir mais sacrifícios de cada um, para que construamos uma Nação que dê orgulho e segurança às gerações que estão por vir, que não tem culpa da incompetência e irresponsabilidade dos que deveriam zelar pela "rés pública". Ao novo presidente eleito, hipotequemos nossa solidariedade para que faça todas as mudanças que prometeu, busque recursos onde houver e, principalmente, vá atrás do dinheiro que dizem existir nos paraísos fiscais mundo afora - surrupiado do erário. Quanto aos que criticam o "homem" que nem assumiu ainda, por tudo de ruim que ocorreu, acontece no momento e o que virá no futuro, sua sabedoria de ignorá-los, pois fazem parte do pensamento xiita do "quanto pior melhor". A esperança por uma nova pátria deve ser o sonho de cada um - objetivo do verdadeiro brasileiro...

Nalberto Vedovotto é jornalista e bacharel em Direito

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